04:34 20 Agosto 2018
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    Destróer britânico HMS Diamond (arquivo)

    National Interest: um destróer da enfraquecida frota britânica não pode assustar a Rússia

    © AFP 2018 / STR
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    Reino Unido enviou um navio ao mar Negro com objetivo de enviar um sinal à Rússia, mas é muito duvidoso que Moscou tome a sério o aparecimento do destróer britânico, escreve o analista Michael Peck.

    Anteriormente, o jornal britânico Daily Mail havia informado que o destróer HMS Diamond, da classe 45, "chefiará o grupo tático da OTAN e ajudará a proteger os 650 soldados britânicos que participam de treinamentos secretos na Ucrânia". O ministro da Defesa do país, Michael Fallon, comentou para a edição que assim o Reino Unido "transmite um sinal" sobre a prontidão para "apoiar a soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia".

    No entanto, como escreve o autor da National Interest, parece pouco provável que um destróer com 60 fuzileiros navais a bordo afete de alguma maneira a Rússia. A aparição do Diamond no mar Negro foi apenas um gesto simbólico porque, em caso do confronto, um único destróer junto à costa russa poderia ser destruído rapidamente e não seria capaz de ajudar a Ucrânia.

    Para além disso, lembra Peck, este tipo de destróer é conhecido por seus motores caprichosos que param de funcionar em águas tropicais. O autor ironiza: "Felizmente, o mar Negro não fica nos trópicos".

    Contudo, segundo pressupõe o autor, o primeiro aparecimento de um navio de guerra britânico no mar Negro desde a Guerra Fria revela uma política externa ativa do Reino Unido. Esta também é confirmada pela participação da Força Aérea britânica das operações no Iraque e na Síria ou dos treinamentos de soldados ucranianos realizados por militares britânicos.

    O navio britânico foi enviado ao mar Negro no âmbito das manobras conjuntas da OTAN e Ucrânia Sea Shield (Escudo Marítimo) que foram realizadas de 1 a 10 de fevereiro de 2017.

    Tags:
    relações internacionais, manobras navais, OTAN, Ucrânia, Rússia
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