04:09 22 Janeiro 2018
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    Com ajuda da OTAN mídia britânica acusa Sputnik de propaganda

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    As principais mídias do Reino Unido, BBC, Times e Independent, publicaram simultaneamente artigos sobre a atividade da agência Sputnik recorrendo à ajuda da OTAN e repetindo acusações que já foram apresentadas várias vezes.

    Ultimamente se tornou comum a relação negativa do Ocidente com a mídia russa. Tanto os países europeus, quanto os EUA declararam repetidas vezes a agência Sputnik e o canal RT como "principais ameaças" e sublinharam a importância das medidas restritivas.

    Exemplos inventados

    Como exemplos da "propaganda", os jornalistas britânicos citam o caso do estupro na Alemanha da menina russa Liza. O incidente recebeu vasta cobertura em várias mídias, contudo, os testemunhos da família de Liza contradizem a refutação da polícia alemã publicada alguns dias depois do incidente. Outro exemplo é a pergunta da Sputnik nas redes sociais se a polêmica selfie de Merkel foi feita com um suposto responsável pelos atentados em Bruxelas. Mais uma acusação fala de uma notícia da agência sobre resultados "falsificados" do referendo na Escócia (na verdade, era apenas a opinião de um analista, não foi dada nenhuma notícia sobre "falsificação"). Não foram apresentadas mais provas.

    Assim, as acusações da mídia britânica se baseiam no fato de que a Sputnik faz perguntas, informa sobre a posição dos parentes da suposta vítima e transmite a opinião dos observadores sobre o referendo, ou seja, o que a mídia democrática deve fazer e faz, inclusive na Grã-Bretanha.

    Declaração da OTAN

    A declaração de Oana Lungescu, representante da OTAN, serviu como pretexto para publicação dos artigos pela BBC, Times e Independent.

    "Mídias como a Sputnik fazem parte da máquina de propaganda do Kremlin, eles tentam usar a informação para fins políticos ou militares", disse Lungescu à BBC.

    Conforme as suas palavras, estas mídias tentam amedrontar as pessoas e dividir a opinião pública para, no final, "minar a nossa capacidade de entender o que acontece e, como consequência, de tomar as decisões necessárias".

    Para além disso, a representante da OTAN criticou os analistas e especialistas que fornecem informações à Sputnik a ao RT, os chamando "de personalidades duvidosas ligadas à extrema direita ou extrema esquerda".

    Sputnik considera acusações como injustas

    Nicolai Gorshkov, ex-jornalista da BBC e atual editor da Sputnik Reino Unido chamou as acusações de Lungescu de injustas.

    "É muito injusto, mas nós já fomos no passado alvo de acusações semelhantes sem apresentação de quaisquer provas substanciais", declarou Gorshkov.

    Ele também desmentiu a opinião dos especialistas estrangeiros de que o escritório da Sputnik está em Edimburgo para influenciar os escoceses e os convencer a realizar um novo referendo sobre a independência do Reino Unido. De acordo com Gorshkov, o escritório não se localiza em Londres devido aos preços altos de imóveis na capital britânica.

    "Não tentamos afetar a posição da Escócia. Estando aqui, em Edimburgo, nós compreendemos muito bem até que ponto os escoceses são independentes. Eles não podem ser influenciados", frisou redator da Sputnik.

    No final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução destinada a combater os meios de comunicação russos.

    A resolução chamou a Sputnik e RT de ameaças à unidade europeia, e propôs que a UE financie "projetos de contrapropaganda". Mais estranhamente, a resolução até tentou traçar paralelos entre o trabalho da mídia russa e a propaganda disseminada pelos terroristas do Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia). O presidente Putin disse que o documento era um sinal da degradação da democracia nos países ocidentais.

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    Tags:
    acusações, guerra midiática, mídia russa, RT, Sputnik, OTAN, Europa, Rússia
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