11:59 07 Dezembro 2019
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    Obuseiro blindado autopropulsado sul-coreano K9 Thunder de 155 mm

    Estônia e Finlândia querem obuseiros de segunda mão sul-coreanos por medo da Rússia

    © AFP 2019 / DONG-A ILBO
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    Perante o receio da Rússia que se propaga através de toda a Europa, o Ministério da Defesa estoniano decidiu se juntar ao seu colega finlandês para comprar obuseiros de segunda mão da Coreia do Sul em prol de sua autodefesa.

    Soldados norte-americanos em centro da OTAN no Leste Europeu
    © AFP 2019 / Petras Malukas
    O plano prevê a entrega dos obuseiros a ambos os países até 2021. O Ministério da Defesa da Estônia informou que pretende adquirir pelo menos 12 dessas armas. Quanto à Finlândia, até o momento não há dados sobre a quantidade exata de obuseiros planejada, mas parece que seu número vai exceder o da Estônia.

    Conforme as estimativas da emissora finlandesa Yle, o país prevê gastar 107 milhões de dólares no quadro do negócio conjunto de armas, sugerindo que é possível a compra de 48 obuseiros.

    Já há muito tempo que as Forças Armadas da Finlândia estão procurando substituição para os canhões soviéticos que o país está usando.

    No final de 2016, o Exército finlandês testou o obuseiro blindado autopropulsado sul-coreano K9 Thunder de 155 mm que possui um alcance de 40 quilômetros e velocidade máxima de 70 quilômetros por hora.

    A compra de material militar se intensificou nos países nórdicos e Bálticos no contexto da alegada "conduta agressiva" da Rússia desde que a reunificação da Crimeia em 2014 foi descrita como prova da "hostilidade" russa em várias fontes mainstream da mídia.

    O acordo de cooperação bilateral entre a Estônia e a Finlândia foi assinado durante uma visita do ministro da Defesa estoniano Margus Tsakna à Finlândia em janeiro de 2017. Os dois países combinaram estar em contato quanto à troca de dados sobre a Rússia, informa Yle.

    Vale destacar que nos últimos anos a Finlândia também tem reforçado a cooperação com a Suécia no contexto da paranoia antirrussa. Além disso, a alegada agressão russa obrigou a Estônia, Letônia e Lituânia a reforçar seus contatos na área da defesa, em particular – na defesa antiaérea.

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    Tags:
    agressão russa, velocidade, canhões, obus, alcance, paranoia, Forças Armadas, Ministério da Defesa, Países Bálticos, Lituânia, Letônia, Estônia, Crimeia, Finlândia, Rússia
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