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    Militares ucranianos carregam munições de guerra no tanque em Avdeevka, leste da Ucrânia, 2 de fevereiro de 2017

    Continuam discussões sobre concessão de armas letais americanas à Ucrânia, diz Kiev

    © AP Photo / Evgeniy Maloletka
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    O ministro da chancelaria da Ucrânia, Pavel Klimkin, afirma que Kiev continua a negociar com os EUA sobre abastecimento de armas letais ao país.

    Os EUA estão prestando apoio militar a Kiev, mas oficialmente fornecem apenas equipamento e armamento. A questão sobre fornecimento de "armamento letal" a Kiev frequentemente está na agenda, mas Kiev ainda não o recebeu.

    "Nós recebemos armas que na verdade são não letais, mas agora a discussão sobre [fornecimento de armas letais] está sendo realizada", Klimkin declarou de tarde no programa do canal de TV 1+1.

    Anteriormente, o conselheiro do ministro do Interior da Ucrânia, Zoryan Shkiryak, havia afirmado que os Estados Unidos poderiam fornecer armas letais a Kiev caso Hillary Clinton tivesse vencido as eleições. Entretanto, na semana passada, o senador norte-americano, John McCain, apelou ao presidente dos EUA, Donald Trump, pelo fornecimento de armas letais à Ucrânia. No entanto, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, declarou não saber se Trump responderá ao não a esse apelo.

    O antigo comandante supremo das forças da OTAN na Europa, o general americano aposentado Philip Breedlove, também apoiou a ideia de fornecimento de "armas letais para proteção" de Kiev devido ao agravamento da situação em Donbass.

    Moscou avisou várias vezes sobre os planos de entrega de armas para a Ucrânia, alertando que este passo só vai levar à escalada do conflito em Donbass. O porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, declarou repetidamente que o fornecimento de armas à Ucrânia não contribuirá para resolução pacífica da crise ucraniana e realização dos Acordos de Minsk.

    A maioria dos políticos europeus é contra o fornecimento de armas a Kiev. Assim, o chefe da diplomacia da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, afirmou recentemente que o fornecimento de armas para Ucrânia é muito arriscado. O presidente do comitê militar da OTAN, Pyotr Pavel, não vê necessidade de fornecimento de armas a Kiev, pois, segundo ele, tal prática "apenas aumentaria o sofrimento do povo".

    No fim de janeiro, as milícias independentistas de Donetsk e Lugansk e autoridades ucranianas confirmaram que a situação em Donbass se agravou. As partes do conflito trocam acusações entre si pelo aumento de intensidade dos bombardeios e pelas tentativas de atacar na linha de demarcação na região de Donetsk. As milícias e as forças militares ucranianas denunciaram nos últimos dias um agravamento do conflito no leste do país, com um aumento acentuado de tiroteios. Avdéevka, controlada pelas forças de Kiev, pela falta de suprimentos básicos, declarou estado de emergência.

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    Tags:
    autoridades, fornecimento, armas letais, milícias, Acordos de Minsk, Chancelaria, Casa Branca, OTAN, Donald Trump, Pavel Klimkin, John McCain, Philip Breedlove, Dmitry Peskov, República Popular de Donetsk, Lugansk, Kiev, Donbass, EUA, Ucrânia, Rússia
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