11:48 20 Novembro 2017
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    Efeito Trump? Consultoria diz que pesquisas estão subestimando chances de Le Pen na França

    © AFP 2017/ KIRILL KUDRYAVTSEV
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    A consultoria Pantheon indicou em relatório que a candidata da Frente Nacional e maior representante da extrema-direita francesa, Marine Le Pen pode ter mais chances de vencer as eleições presidenciais em 2017 do que mostram as pesquisas realizadas até agora. Seria um novo efeito Trump?

    No ano passado, Donald Trump surpreendeu o mundo inteiro a contrariar todos os levantamentos realizados sobre quem venceria a disputa pela Casa Branca — projeções davam a vitória a Hillary Clinton com margens que beiravam os 80% de certeza — e se provou o favorito de uma "maioria silenciosa". Especialistas argumentaram à época que algumas pessoas tinham vergonha de dizer aos institutos de pesquisa que votariam no republicano.

    A distorção tem até nome: Efeito Bradley, em homenagem ao prefeito Tom Bradley que em 1982 perdeu a disputa ao governo do estado da Califórnia mesmo com as pesquisas mostrando clara liderança a seu favor. Segundo a teoria, eleitores tendem a dizer ao entrevistador dos órgãos de pesquisa a opção "politicamente correta" ou "socialmente aceitável". O mesmo pode estar acontecendo com Marine Le Pen na França.

    Candidata populista, eurocética, anti-OTAN, a favor do protecionismo e da defesa de fronteiras, Le Pen lidera as intenções de votos no 1º turno das eleições presidenciais. Mas quando o assunto é o 2º turno, de acordo com levantamento do Ifop-Fiducial, ela perderia para o candidato de esquerda Emmanuel Macron, que teria 63% em detrimento dos 37% dela.

    Porém, segundo o Pantheon, as chances dela são maiores que o indicado nas sondagens e podem surpreender. A escalada se deve principalmente porque o candidato da direita e ex-primeiro-ministro francês, François Fillon foi implicado em um caso de corrupção envolvendo sua esposa e outros dois parentes.

    Acusado de pagar salários sem que estes desempenhassem qualquer função, Fillon se recusou a deixar a corrida eleitoral, mas viu suas chances despencarem. De favorito, passou a terceiro colocado.

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    Tags:
    Efeito Bradley, eleições na França, Ifop-Fiducial, Pantheon, Casa Branca, OTAN, Tom Bradley, Emmanuel Macron, François Fillon, Donald Trump, Hillary Clinton, França
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