07:00 24 Setembro 2018
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    Destroier da Marinha Real Britânica HMS Diamond

    'Ex-Rainha dos Mares': o que está por trás do envio do destróier britânico à Ucrânia?

    © flickr.com/ Defence Images
    Europa
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    Como pode ser avaliada a recente decisão da Marinha britânica de mandar um dos seus navios de guerra ao mar Negro "para liderar a força-tarefa da OTAN e ajudar na proteção de 650 soldados britânicos envolvidos nos exercícios militares secretos na Ucrânia"?

    Em entrevista à Sputnik, Boris Rozhin, analista político russo, especialista em questões militares e editor-chefe do centro informacional Kassad, explicou as verdadeiras razões da medida.

    Ao comentar a decisão da Marinha britânica, Rozhin opinou que alguns países europeus "falham em dar conta da nova realidade".

    Segundo ele, durante a crise ucraniana, o Reino Unido era subserviente das políticas de Washington, que atualmente está passando por grandes mudanças.

    Rozhin ressalta que "se trata das tentativas que visam impedir a normalização das relações com a Rússia".

    O especialista comentou a recente histeria por parte dos britânicos referente ao porta-aviões russo Admiral Kuznetsov que estava retornando da sua missão na Síria à base no norte da Rússia através do Canal da Mancha. Rozhin recordou a declaração desrespeitosa do secretário de Defesa do Reino Unido, Michael Fallon, que qualificou Admiral Kuznetsov como "navio de vergonha".

    O especialista acrescentou que o porta-aviões britânico HMS Illustrous zarpou com destino à Turquia para desmontagem, deixando, assim, a ex-Rainha dos Mares sem alternativa em funcionamento.

    Segundo Rozhin, o envio do destróier britânico ao mar Negro representa uma ação declaratória, uma forma de brandir as bandeiras.

    O Reino Unido anunciou que pretende enviar um dos seus navios de guerra avançados, HMS Diamond, destróier da classe 45, ao mar Negro para a primeira missão desde a Guerra Fria. Segundo informou o jornal The Sun em 29 de janeiro, o navio, equipado com mísseis antiaéreos, levará 60 oficiais da Marinha Real e do serviço naval especial.

    No dia anterior, a edição Daily Mail informou que a ação "faz parte de um maior reforço militar britânico nas fronteiras russas para as décadas e veio após a primeira-ministra Theresa May ter informado aos políticos norte-americanos de que o Reino Unido e os EUA precisam se opor ao presidente Vladimir Putin".

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    Tags:
    porta-aviões, navio, destroier, Admiral Kuznetsov, Marinha Real, Canal da Mancha, EUA, Rússia, Reino Unido
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