00:10 28 Outubro 2021
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    Agora, com o novo presidente dos EUA Donald Trump, a Ucrânia está lidando com pelo menos três principais ameaças.

    Recentemente a vice-chenceler ucraniana, Olena Zerkal, informou à agência Reuters que Kiev deve participar em quaisquer negociações entre Rússia e EUA sobre o leste ucraniano.

    "Já que estamos falando do futuro do nosso país, não queremos ser excluídos das negociações. Não queremos ser uma carta do jogo. Queremos ser um ator", ressatou Zerkal.

    Segundo a Reuters, a Ucrânia está preocupada que o presidente dos EUA Donald Trump possa deixar Kiev sem chance de participar de quaisquer negociações enquanto ele tenta melhorar os laços com Moscou.

    Em entrevista à Sputnik, o analista político russo, Oleg Onopko, opinou que esse medo possui justificativa.

    "A primeira ameaça é estratégica e tem a ver com o que acontecerá quando Trump começar a reavaliar a política externa dos EUA; [a Ucrânia] receia que ele não siga às políticas baseadas [na afirmação de que os EUA] sejam a única superpotência que controla o mundo. A segunda ameaça é a antipatia pessoal de Trump em relação a Poroshenko e sua equipe. A terceira ameaça provém da fidelidade das elites de Kiev em relação ao Partido Democrático dos EUA e Barack Obama", assinala Onopko.

    Afinal, Onopko conclui que "os meios financeiros das fundações dos EUA destinados à defesa da Ucrânia, segurança nacional e vários projetos humanitários, foram roubados com certeza".

    Neste mês de janeiro, o site norte-americano RealClearDefense informou que Trump pretende reavaliar como o governo ucraniano gastou os fundos que recebeu de Obama. Na opinião do analista político, a resposta é bem evidente, já que a Ucrânia é o país mais corrupto da Europa.

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    Tags:
    Ucrânia, Rússia, EUA, Pyotr Poroshenko, Donald Trump, Barack Obama, negociações, ameaças, política externa, defesa, segurança nacional
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