06:26 22 Setembro 2018
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    Marine Le Pen após o anúncio dos resultados do segundo turno das eleições regionais

    Candidata à presidência francesa: 'União Europeia virou uma religião'

    © Sputnik / Kristina Afanasieva
    Europa
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    A União Europeia “virou uma religião” que não admite nenhuma dissidência e crítica, mas em 2017 a situação deve mudar, afirmou a líder do partido francês Frente Nacional e candidata à presidência francesa, Marine Le Pen, durante um discurso na conferência Freedom for Europe na cidade alemã de Koblentz.

    Vista para cidade crimeana de Sebastopol, foto de arquivo de 7 de março de 2014
    © AFP 2018 / Filippo MONTEFORTE
    "Em 2016, finalmente, despertaram os países anglo-saxônicos. Estou convencida que 2017 será o ano em que despertará a Europa continental. Esta já não é uma questão de oportunidade, mas de tempo", afirmou a política.

    Ela frisou que "as elites não gostam de tais mudanças e as negam".

    "A União Europeia virou uma religião. Eles são sacerdotes. Não se pode pensar além dela [da religião]. Eles excluem quaisquer outras ideias, qualquer crítica ao seu sistema. Eles se tornaram em verdadeiros dogmáticos, verdadeiros antidemocratas", ressaltou Le Pen.

    Marine Le Pen também se pronunciou sobre o novo presidente dos EUA, que há pouco assumiu suas funções, chamando a sua eleição de um "segundo golpe duro desferido contra a Europa após o Brexit".

    "O segundo golpe [após o Brexit] contra a velha Europa não demorou — a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA", afirmou a presidenciável francesa.

    Ela realçou que "sua postura quanto à Europa é clara e compreensível". "Ele não vai apoiar um sistema de discriminação das pessoas", disse Le Pen.

    "Os povos da Alemanha, Itália, Espanha, todos os povos da Europa estão sujeitos à tirania. A tirania é também a guerra midiática. [No contexto dela] é preciso fazer com que as pessoas não comuniquem umas com as outras a qualquer custo", disse a política francesa sobre a situação que ela planeja mudar.

    Ela destacou que em resultado desta "tirania", "os povos ficarão separados uns dos outros". "Em França se mente sobre a Alemanha, na Alemanha se mente sobre o Reino Unido e assim por adiante", acrescentou.

    "Mas quando as pessoas finalmente entenderem que elas não são assim tão diferentes como as apresentam, que elas todas compartilham os mesmos interesses, a União Europeia terá seu fim", acredita a presidenciável francesa.

    A conferência de Koblentz reuniu os representantes da bancada de extrema direita do Parlamento Europeu "Europa das Nações e das Liberdades" que, além de outros partidos, conta com a Frente Nacional francesa, o Interesse Flamengo belga e a Liga do Norte italiana.

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    Tags:
    projeto europeu, crise, Brexit, Donald Trump, Marine Le Pen, Europa, França
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