22:15 10 Dezembro 2016
Ouvir Rádio
    O navio de guerra britânico HMS Westminster ancorado em Gibraltar, 19 de agosto de 2013

    Marinha do Reino Unido usa navios e 'equipamentos fora do prazo de validade'

    © AP Photo/ Laura Leon
    Europa
    URL curta
    91067101

    Marinha Real da Grã-Bretanha está enfrentando problemas nos últimos meses. De acordo com um relatório, estão sendo usados navios que "ultrapassaram seus prazos de funcionamento".

    Um relatório, feito por Sir John Parker, especialista em mineração do Ministério da Defesa, sobre construção naval para a Marinha Real, demonstra que o governo do Reino Unido criou um "ciclo vicioso", encomendando navios tardiamente e, consequentemente, fazendo com que a nação enfrente custo a longo prazo.

    Publicado em 29 de novembro, o relatório dá recomendações de longo alcance para transformar a indústria de construção naval do Reino Unido e melhorar os resultados dos estaleiros e cadeias de fornecimento em todo o país, de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa do Reino Unido.

    Sir Parker sublinha a incerteza em torno das qualificações dos funcionários do Ministério da Defesa, com a possibilidade de o pessoal não possuir suficiente experiência comercial para lidar com os contratos da empresa de defesa, segurança e aeroespacial BAE Systems.

    ​"Não está claro se a Defesa tem gerenciadores de projetos de contratos suficientes e suficientemente qualificados, com conhecimentos comerciais adequados, para gerenciar os sofisticados contratos de navios de guerra com a BAE", disse Sir Parker no seu relatório.

    Ele pede ao ministério para começar olhando a forma como a Escócia revolucionou sua frota de navios de guerra, usando tecnologia de ponta capaz de produzir componentes de navio em todo o Reino Unido antes de serem utilizados na montagem dos mesmos.

    "A construção dos maiores navios de guerra da Marinha Real, os porta-aviões da classe Queen Elizabeth, já demonstrou o sucesso de tal abordagem, com múltiplos estaleiros e centenas de empresas em todo o Reino Unido trabalhando em conjunto e beneficiando a construção de porta-aviões", disse Sir Parker.

    ​O relatório foi feito em um momento crucial para o Ministério da Defesa, pois, recentemente, um de seus navios de guerra teve que ser rebocado de volta para o porto depois de sofrer uma avaria técnica dois dias depois de ter zarpado. O destróier do Tipo 45 da Marinha britânica teve de ser rebocado de volta depois de sofrer uma falha total de propulsão enquanto estava participando de exercícios da OTAN.

    Em novembro, o ministério também confirmou que alguns de seus navios de guerra iriam ficar sem um míssil antinavio devido a motivos financeiros. Isso levou a críticas por parte de políticos como Douglas Chapman, membro do Parlamento pelo Partido Nacional Escocês (SNP, sigla em Inglês). Segundo ele, a Marinha ficaria indefesa.

    "Não apenas a Marinha Real se encontra no mínimo histórico de 17 fragatas e contratorpedeiros em funcionamento", continuou ele, "como agora nós descobrimos que esses navios de guerra serão deixados indefesos de uma forma que certamente nenhuma outra grande marinha moderna considera aceitável".

    O Ministério da Defesa está sob imensa pressão para manter a nação segura. No entanto, com uma série de obstáculos caóticos, ele aparenta ser um departamento falho em desesperada necessidade de ajuda. O relatório de Sir Parker destaca que ainda há muito trabalho a ser feito.

    Mais:

    Fonte: navios da Marinha russa poderão abastecer em portos da Grécia
    Marinha russa recebe novo submarino diesel-elétrico Kolpino
    Chefe da Marinha da Estônia renuncia após escândalo de contrabando de álcool e cigarros
    Tags:
    navio de guerra, frota, Marinha Real, Escócia, Grã-Bretanha, Reino Unido
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik

    Em foco