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    Fuzis semiautomáticos M14, oferecidos pelos EUA ao Exército da Lituânia, foram vendidos a particulares, embora os dois países tenham assinado um acordo que proíbe a venda destas armas, informou o portal delfi.It na terça-feira (15).

    O acordo entre o governo da Lituânia e os EUA foi assinado em 2002 – três anos depois da oferta. Segundo o acordo, a Lituânia assumiu a obrigação de não vender as armas a terceiras partes.

    “O governo dos EUA apoiou a Lituânia com fuzis semiautomáticos M14 usados, mas estes foram  vendidos em 2014 a terceiras pessoas, não obstante os dois países terem assinado um acordo que proibia essa venda”, indica a matéria.

    Segundo os dados do portal delfi.It, os fuzis têm estado em venda no mercado livre, qualquer particular licenciado podia comprá-las. Conforme os dados do Ministério do Interior, o Fundo de Armas da Lituânia vendia este tipo de arma por preço muito baixo – 347 euros.

    “É um preço realmente baixo porque, em qualquer outro país, um colecionista está pronto a pagar 25.000 euros por uma arma destas”, declarou o empresário Daryus Chekanauskas, que comprou um destes fuzis.

    Agora, o Fundo de Armas da Lituânia exige que os compradores devolvam as armas compradas e se diz pronto a devolver os 347 euros a quem o fizer.

    Segundo os dados do portal, o chefe interino do Fundo de Armas da Lituânia, Ionas Shalaveyus, informou que, este ano, foram vendidos 8 fuzis M14. “Quando as armas foram transferidas para o Fundo, ninguém nos avisou que existia um acordo entre a Lituânia e os EUA que proibia a venda destas armas a terceiras pessoas. Por disso, ninguém sabia que era proibido as vender”, disse Shalaveyus ao portal.

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    Tags:
    fuzil, proibição, acordo, venda de armas, EUA, Lituânia
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