23:46 17 Maio 2021
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    O general polaco, ex-líder da unidade militar GROM (forças especiais) e ex-vice-chefe do Bureau de Segurança Nacional, Roman Polko anunciou não excluir que forças russas possam entrar na região do Báltico.

    Apesar de várias alegações anteriores de que a chamada ameaça russa é, supostamente, dirigida contra os Países Bálticos e contra à Polônia, a Rússia reiterou por diversas vezes que não pretende atacar nenhum país da OTAN.

    Segundo os especialistas do centro analítico Atlantic Council, sediado nos EUA, a Rússia poderia invadir a Polônia em apenas um dia e a região do Báltico em 60 horas.

    Antes, o chanceler russo Sergei Lavrov tinha declarado que a OTAN sabe perfeitamente que Moscou não pretende atacar ninguém, mas usa qualquer pretexto para deslocar mais material bélico e batalhões para junto das fronteiras russas.

    Entrevistado pela revista Do Rzeczy, Roman Polko não descartou que "em perspectiva de alguns meses a Rússia possa atacar sob algum pretexto fictício". Segundo ele, "as forças russas podem ser enviadas para a Lituânia ou Estônia alegando a defesa dos interesses da minoria russa".

    No que diz respeito à ameaça à Polônia, Polko acha que são mais prováveis algumas ações subversivas que prejudiquem a confiança do país no palco internacional.

    "Neste contexto seria razoável iniciar manobras militares na região oriental, inclusive para intimidar e, por exemplo, instalar lá um batalhão", ressalta.

    Em 8 de julho, durante a cúpula da OTAN em Varsóvia o secretário-geral da Aliança do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg, declarou que a OTAN colocará quatro batalhões nos Países Bálticos e na Polônia em 2017 compostos por tropas dos EUA, Canadá, Alemanha e Reino Unido.

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    Tags:
    material bélico, batalhões, ameaça russa, fronteiras, manobras, Cúpula da OTAN, OTAN, Sergei Lavrov, Jens Stoltenberg, Países Bálticos, Lituânia, Estônia, Polônia, EUA, Rússia
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