01:42 20 Junho 2021
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    Kiev pode tentar transferir a responsabilidade pelos atos de sabotagem na Crimeia para os radicais, informou nesta terça (16) o jornal russo Kommersant, citando uma fonte nas forças de segurança ucranianas.

    Os interlocutores do jornal reconheceram a tentativa de sabotagem, no entanto, continuam afirmando que Kiev não está envolvido na preparação dos atentados.

    "… Os russos vão ter o que apresentar aos homólogos ocidentais quando estes pedirem provas. A nossa linha de defesa será a seguinte: os patriotas radicais decidiram tornar-se famosos por sua própria conta e risco, realizando 'proezas' na Crimeia. O governo da Ucrânia não teve nada a ver com a iniciativa deles", contou a fonte ao jornal Kommersant.

    Na véspera, o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou tem provas incontestáveis de preparação da sabotagem na Crimeia por parte dos ucranianos. De acordo com o ministro, a Rússia está pronta para fornecê-las aos parceiros ocidentais.

    ​O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, em conversa telefônica com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, destacou que Kiev não deseja evitar o agravamento das tensões com Moscou, informou o site do presidente ucraniano.

    Pyotr Poroshenko, presidente da Ucrânia
    © Foto / Presidência da Ucrânia / Mikhail Palinchak
    Em 10 de agosto, o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informou ter interceptado ataques terroristas, organizados pelo Ministério da Defesa da Ucrânia, que visavam atingir a infraestrutura na Crimeia. O FSB conseguiu liquidar uma rede de agentes do serviço de inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia e deteve cidadãos ucranianos e russos envolvidos em atividades terroristas. Dois agentes russos morreram durante as operações.  

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao comentar a morte de militares russos, declarou: "não deixaremos isso passar". Putin também disse que, nessas condições, a próxima reunião no formato do Quarteto de Normandia teria sentido.

    Durante a investigação foram detidas várias pessoas. Durante os interrogatórios, elas confessaram que os principais alvos de ataques eram o aeroporto e a rodoviária de Simferopol.

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    Tags:
    estratégia, responsabilidade, forças de segurança, terrorismo, detenção, atentado, Serviço Federal de Segurança (FSB), Vladimir Putin, Sergei Lavrov, Pyotr Poroshenko, Joe Biden, Simferopol, Crimeia, Moscou, Kiev, Rússia, Ucrânia
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