10:44 22 Outubro 2021
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    Na noite deste sábado (9), o Brasil enfrentará a Rússia na semifinal da nona edição da Copa do Mundo de Beach Tennis no Rio de Janeiro. O mundial é realizado desde 2012 e é o primeiro ano que decorre no Brasil.

    O esporte, que surgiu como uma mistura de tênis com vôlei de praia, começa a atrair cada vez mais espectadores. A Sputnik Brasil falou com dirigentes do time russo de beach tennis para saber de sua experiência no torneio no Rio e expeсtativas para a semifinal.

    Organização do torneio

    A Rússia tem sediado o mundial durante oito anos consecutivos desde sua criação, excepto o de 2020, que foi cancelado por causa da pandemia. A diretora da seleção russa de beach tennis e membro do Comitê de Organizadores e Diretores da Federação Internacional de Tênis, Ekaterina Davydova, elogiou o nível de organização da Copa do Mundo no Rio. "Embora existam algumas falhas por o país sediar a competição pela primeira vez, em geral está tudo bem", disse.

    "O Brasil tem duas grandes vantagens sobre a Rússia na organização do mundial", disse Davydova. "A primeira é existência de uma praia maravilhosa, com um número ilimitado de quadras de tênis, com areia maravilhosa, com um grande número de público".

    No lugar onde foram realizados os mundiais em Moscou, os organizadores poderiam colocar apenas oito quadras de tênis, enquanto em Copacabana há 29 campos, apontou ela.

    "A segunda vantagem é a localização do hotel, que fica mesmo ao lado das quadras, ao contrário de Moscou. A viagem do hotel e o tempo gasto no caminho incomodam aos jogadores", sublinhou Davydova.

    O público brasileiro é mais aficionado por beach tennis, as pessoas assistem aos jogos do mundial presencialmente na praia ou na televisão. A partida de ontem, onde o Brasil derrotou o Chile por 3 a 0, superou os torneios do Grand Slam em termos de número de visualizações na televisão local, segundo Davydova.

    Por que Brasil?

    O local da Copa do Mundo deve ser alterado de acordo com a estrutura de organização do programa dos mundiais, comentou o vice-presidente da Federação de Tênis da Rússia, Dmitry Vikharev.

    Se outros países estiverem preparados para realizar uma competição deste nível, podem apresentar um pedido à Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês), como fez o Brasil.

    "A infraestrutura no Rio corresponde a todas as condições", disse Vikharev. Ele revelou que o time russo está satisfeito por viajar ao Brasil para competir em outro continente e acredita que a ITF ficará satisfeita com a organização do torneio no Rio.

    Embora neste ano o tempo não esteja do lado dos participantes, a chuva não atrapalhou os atletas nos jogos.

    Os jogadores e as pessoas que os acompanham aproveitam para conhecer melhor o Rio, dado que a "cidade é extraordinária". O time tem visitado com muito prazer os pontos turísticos em seu tempo livre, disse Dmitry Vikharev.

    Impacto da COVID-19

    A pausa nos torneiros internacionais devido à COVID-19 é um problema comum para todos, os jogadores ficaram sem prática, por isso "várias coisas ao nível psicológico eles têm de recuperar mesmo durante as competições", afirmou Vikharev

    Durante a pausa nas competições internacionais, os jogadores mantiveram sua forma e voltaram aos treinamentos assim que foi possível. A preparação para esta temporada começou na primavera (no Hemisfério Norte) e foi difícil começar as competições, comentou a campeã do mundo Daria Churakova.

    O último torneio antes da pandemia em que o time russo participou foi no Brasil em março de 2020. Os jogadores competiram em jogos na Rússia para manter sua forma e compensar a falta dos torneios internacionais, disse o campeão mundial Nikita Burmakin.

    Vencedor da semifinal

    O Brasil é tricampeão do torneiro, tendo vencido em 2013, 2018 e 2019. A Rússia venceu em 2016. Quanto ao resultado da semifinal entre a Rússia e o Brasil, Vikharev disse que é difícil fazer previsões. Os times "são iguais" e tudo dependerá de como os jogadores lidarão com sua excitação e quem mostrará o melhor jogo.

    "Nossos [jogadores] enfrentaram os brasileiros várias vezes. Todos se conhecem bem. E tudo dependerá das nuances psicológicas. Vamos esperar pelo melhor e torcer por nossos [jogadores]!", afirmou Vikharev.

    Nikita Burmakin revelou que o time do Brasil é o favorito. Ele tem alguns dos melhores pares de jogadores tanto masculinos, como femininos. Além disso, milhares de fãs brasileiros "muito barulhentos" torcerão por seu time.

    O jogador sublinhou que o grupo de suporte russo, que é pequeno, mas "muito sólido". Os dirigentes do time e a equipe júnior torcem pelos jogadores da seleção russa. Toda a equipe russa também agradeceu aos funcionários do Consulado da Rússia no Brasil por sua ajuda e apoio durante o campeonato.

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    Tags:
    Rússia, Brasil, tênis, Copacabana, Copa do Mundo, Rio de Janeiro, entrevista
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