11:48 18 Novembro 2017
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    Gabriel Jesus marca contra o Chile em partida válida pela última rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018

    Opinião: atual seleção brasileira jogou para debaixo do tapete a mágoa do 7 a 1

    © AFP 2017/ Miguel SCHINCARIOL
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    Foi divulgada nesta segunda-feira a nova atualização do ranking da Fifa, com a definição das equipes que serão cabeças de chave na Copa do Mundo de 2018. O Brasil, na segunda colocação, chega mais uma vez como um dos favoritos ao título, assim como no último Mundial. Mas seria essa seleção capaz de repetir o vexame de 2014?

    Com a Rússia, anfitriã, já garantida entre os cabeças de chave, faltava apenas confirmar os outros sete países. Alemanha, Brasil, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França, seleções que tiveram os melhores desempenhos nos últimos tempos, o que não significa, no entanto, que devem ser todas consideradas as mais capacitadas a ir longe na competição.

    Para Jorge Natan, repórter da editoria de futebol internacional do Globoesporte.com, "sempre desdenhada por seleções mundo afora, a lista da Fifa não necessariamente aponta que times podem ter melhor desempenho no Mundial, por não levar em conta fatores como tradição e peso", que, segundo ele, fazem muita diferença nesse tipo de disputa.

    "A medida da Fifa de utilizar seu ranking mundial para definir os cabeças de chave da Copa do Mundo, em vigor desde 2010, é um tanto quanto controversa por seu resultado final: muitas vezes países de baixa relevância no futebol mundial ocupam postos nobres no torneio mais importante do esporte no mundo", disse ele em entrevista à Sputnik Brasil.

    Entre os cabeças de chave, Natan aponta quatro favoritos ao título: Alemanha, Argentina, França e Brasil. Este último, ele afirma, vive um momento muito interessante, com o belo trabalho da atual gestão sendo reconhecido por todos os torcedores.

    "Acredito que a torcida brasileira chegará à Copa do Mundo do próximo ano com uma expectativa que há muito tempo não víamos. Embora no último Mundial o cenário fosse único por jogarmos em casa, agora o clima pré-Copa é de otimismo pelo desempenho do time sob o comando de Tite. Os últimos meses deixaram no ar um clima de confiança ímpar e foram capazes até mesmo de jogar para debaixo do tapete a mágoa do 7 a 1. Há uma confiança plena de que o Brasil pode ser hexa em 2018. O resultado final na Rússia, porém, será decisivo para enterrar esse fantasma ou trazê-lo novamente à tona."

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    Tags:
    seleção, ranking, futebol, Copa do Mundo, FIFA, Tite, Jorge Natan, Rússia, Brasil
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