02:34 22 Agosto 2017
Ouvir Rádio
    Tite conversa com jogadores da seleção brasileira durante treino em São Paulo

    Estatísticas e superstições podem decretar o fracasso do Brasil na Copa da Rússia?

    Nelson ALMEIDA
    Esportes
    URL curta
    349543

    Com 27 pontos conquistados em 12 jogos disputados, o Brasil está perto de fazer uma de suas melhores campanhas — talvez a melhor — na história das eliminatórias para uma Copa do Mundo. Ótimo? Não necessariamente. Entre estatísticas e superstições, alguns torcedores prefeririam uma classificação mais sofrida para o Mundial da Rússia. Saiba por que.

    A equipe comandada por Adenor Leonardo Bachi, o famoso Tite, lidera a tabela das eliminatórias sul-americanas com oito vitórias, três empates e apenas uma derrota. Além disso, tem o melhor ataque da competição, com 28 gols marcados, e a melhor defesa: apenas nove sofridos. Só não tem o artilheiro, que é o uruguaio Edinson Cavani, com 8 gols, três a mais do que o menino Jesus, Gabriel Jesus. Mesmo quem não entende de futebol não tem problemas para perceber que, depois de um início complicado, o Brasil já está praticamente voando para a Rússia, onde sonha conquistar o seu sexto título mundial.

    O atual formato de disputas por uma vaga na Copa está em vigor na América do Sul desde 1998. Com todos os times se enfrentando em jogos de ida e volta para que os quatro primeiros se classifiquem direto enquanto o quinto colocado disputa uma repescagem. No entanto, em 1998 e 2014, os brasileiros não precisaram brigar por vaga, pois já estavam garantidos por serem os campeões da edição anterior e por sediarem o evento, respectivamente.

    Nas eliminatórias de 2002, lembrando a emoção de 1994, quando definiu só na última partida a sua classificação, o Brasil passou sufoco para garantir sua participação no Mundial. Inspirado nos passos do baixinho Romário, que, em 19 de setembro de 1993, liderou a seleção na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, carimbando o passaporte canarinho para a Copa dos Estados Unidos, o atacante Luizão, menos badalado, foi quem chamou a responsabilidade para si no jogo que decidiria o futuro do Brasil naquele 14 de novembro de 2001. Certamente um dos melhores em sua posição na época, o jogador marcou dois gols no 3 a 0 sobre a Venezuela, válido pela 18ª e última rodada daquelas eliminatórias. Com uma campanha praticamente ridícula para uma seleção tetracampeã, o Brasil, muito questionado, se classificou apenas na terceira colocação, com nove vitórias, três empates e seis derrotas, para o Mundial da Coreia do Sul e do Japão. Mas e o resultado? Pois é...

    Em 2006 e 2010, a equipe brasileira não teve dificuldades para se classificar para a Copa, garantindo o primeiro lugar da chave sul-americana, com 34 pontos, nessas duas edições, sob o comando de Carlos Alberto Parreira e Dunga. Lembram o que aconteceu?

    Lembram?

    Nesta noite, a seleção enfrenta o Uruguai, segundo colocado nas eliminatórias, às 20h, no Estádio Centenário, de Montevidéu, com chances de manter a belíssima e vitoriosa campanha da era Tite e encaminhar a sua classificação para o Mundial da Rússia, no ano que vem. E aí, vai torcer para o Brasil tropeçar e passar no sufoco, repetindo 1994 e 2002? Ou acredita que a seleção está pronta para mudar esse histórico, se classificar com folga e voltar com a taça da Rússia?

    Mais:

    Rússia apresenta sua 'vuvuzela' para Copa de 2018
    'BBC lança documentário para difamar Rússia antes da Copa do Mundo'
    Torcedor russo desmente informações sobre 'festival de violência' na Copa do Mundo 2018
    Estrangeiros aprenderão russo para a Copa do Mundo 2018
    Tags:
    futebol, Copa do Mundo, Carlos Alberto Parreira, Dunga, Tite, Montevidéu, Uruguai, Rússia, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik