00:15 24 Agosto 2017
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    Juan Martín del Potro, tenista argentino vice-campeão olímpico

    Rio 2016 e seus momentos mais marcantes

    © AFP 2017/ Martin BERNETTI
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    Nem só de zoação vivem as Olimpíadas. Embora as brincadeiras, as curiosidades e as bizarrices tenham feito grande sucesso durante esses Jogos Olímpicos, o maior evento esportivo do planeta, que chega ao fim no próximo domingo, também foi marcado por momentos de forte emoção e alegria.

    A linda abertura realizada pelos brasileiros deixou claro para o mundo inteiro que a Rio 2016 seria inesquecível. Sem apelar para clichês e lançando mão de muita criatividade, os responsáveis pela cerimônia comoveram tanto o público presente quanto os bilhões de pessoas que acompanharam em casa e nas ruas o grande espetáculo inicial.

    Nas competições em si, alguns dos momentos mais emocionantes também ficaram por conta dos brasileiros. Seja por conta das medalhas, como no caso dos ouros de Rafaela Silva, Thiago Braz, Robson Conceição, Martine Grael/Kahena Kunze e Alison/Bruno, ou pelo simples brilho nas performances, como no caso de Flávia Saraiva, os atletas locais garantiram lágrimas de orgulho e felicidade por todo o Brasil.

    Mesmo sem ter garantido o seu primeiro título olímpico, a seleção masculina de futebol, que se superou para chegar até a final, também marcou muito os brasileiros com o seu poder de crescimento durante os Jogos. Símbolo desse espírito de desenvolvimento foi o gol marcado pelo craque Neymar aos 14 segundos do jogo contra Honduras, pela semifinal do torneio. 

    Embora não tenham conseguido uma medalha, as meninas do futebol brasileiro também deram muito orgulho ao país. Marta e suas companheiras, muito menos badaladas do que os rapazes em geral, lutaram do início ao fim contra suas adversárias e o machismo no esporte. 

    Astros para lá de consagrados ou ainda no início de sua história olímpica, Usain Bolt, Michael Phelps e Simone Biles atraíram a atenção do mundo inteiro durante cada apresentação diante de um público perplexo com desempenhos sobre-humanos.

    No tênis, o mundo se rendeu a uma jovem e talentosa porto-riquenha não muito conhecida entre o público geral: Mónica Puig, a menina que garantiu o primeiro ouro do seu país na história das Olimpíadas. Também conhecida como a mamãe da cadelinha Rio.

    Desacreditado, ferido, mas muito guerreiro, Del Potro, também do tênis, ensinou os brasileiros a torcerem de verdade para a Argentina. Sua prata, muito merecida, foi tão emocionante que ofuscou até o ouro do britânico Andy Murray. Sem dúvidas, um verdadeiro exemplo de espírito olímpico.

    Favoritas ao título desde sempre, as meninas do nado sincronizado da Rússia foram aplaudidas e celebradas durante seus dois dias de competições. Ao contrário da maioria dos atletas russos nesses Jogos, elas não foram recebidas com vaias pela torcida. 

    Sem poderem torcer para as brasileiras no vôlei de quadra, os torcedores locais adotaram a seleção feminina da Sérvia na semifinal diante da forte seleção dos Estados Unidos, como numa espécie de recompensa para a torcida após a eliminação precoce do Brasil pela China. Quem viu viu. E valeu a pena. 

    O que pode ser mais marcante do que um pedido de casamento? Claro que deve haver coisas mais emocionantes. Mas esses pedidos especiais, diante do mundo e em um momento como esse, certamente tiveram um valor especial não apenas para os apaixonados, mas para todos os participantes e espectadores.

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    Olimpíadas, Jogos Olímpicos, Rio 2016, Jamaica, Porto Rico, Rússia, EUA, Argentina, Brasil
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