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    July 27, 2016. Russian President Vladimir Putin and two-time Olympic champion Yelena Isinbayeva during the former's meeting with the national Olympic team before its sendoff to the 2016 Summer Olympics in Rio de Janeiro. The Kremlin.

    Putin defendeu atletas barrados nos Jogos Olímpicos, Isinbayeva não segurou as lágrimas

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    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante encontro com a delegação olímpica do país no Kremlin, declarou considerar injusto o afastamento de atletas dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O chefe de Estado prometeu sair em defesa do nome dos atletas prejudicados e desejou sorte para aqueles que estavam embarcando para o Brasil.

    Do encontro participaram, além dos esportistas prestes a embarcar para o Rio de Janeiro, alguns dos nomes mais proeminentes do atletismo russo, que tiveram a sua participação negada nas competições, como Yelena Isinbayeva.

    O Tribunal Arbitral do Esporte declinou, em 21 de julho, a apelação do Comitê Olímpico da Rússia e de 68 atletas russos, referente à decisão da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), que baniu a seleção russa de atletismo de competições internacionais, após o escândalo de doping, que supostamente envolve autoridades do esporte no país.

    O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu, em 24 de julho, não afastar toda a delegação da Rússia dos Jogos de 2016, deixando a cargo das federações a aprovação de atletas para as competições. Todos os atletas russos com histórico de doping não serão admitidos nos Jogos. Assim as seleções russas de natação, pentatlo, canoagem e remo ficaram desfalcadas. 

    Putin destacou que, apesar de longos preparativos para a principal competição dos últimos quatro anos, "nem todos poderão realizar o seu sonho". 

    "É preciso dizer que políticos de pouco visão não conseguem deixar o esporte em paz. Apesar do esporte justamente possuir o intuito de aproximar os povos e a aplainar as contradições entre os países", declarou o chefe de Estado russo, lamentando que a situação envolvendo a delegação da Rússia, além de ultrapassar os limites jurídicos, também ultrapassou as barreiras do bom senso. 

    "Uma campanha direcionada contra os nossos atletas foi realizada com os famosos padrões duplos, incompatíveis com o esporte, bem como com a justiça, com normas elementares do direito e com o princípio de responsabilidade coletiva", disse Putin.

    O presidente disse que a Rússia não se resignará com a "arbitrária" desqualificação.

    ao dos atletas russos e com "aquilo que de fato configura e é uma clara discriminação".

    Segundo o líder russo, a situação da seleção do seu país pode ser classificada como uma tentativa de levar para o esporte mundial as regras que, com frequência, regem a política mundial.

    "Está sendo desferido um golpe contra todo o esporte mundial e contra os Jogos Olímpicos", disse Putin. Segundo ele, os colegas de outras potências esportivas entendem que com a ausência de alguns atletas russos, a qualidade das medalhas dos Jogos do Rio será outra. 

    "Uma coisa é vencer entre iguais, de concorrentes fortes. Outra coisa é competir com aqueles que são, de forma óbvia, abaixo do seu nível. Uma vitória assim tem um gosto completamente diferente, ou mesmo é de mal gosto", declarou Putin.

    Já para aqueles que embarcam para o Rio de Janeiro, Vladimir Putin recomendou se voltar para as particularidades do espírito russo.

    "O caráter russo possui uma caraterística maravilhosa: as dificuldades nós tornam mais fortes e nós unem; suscitam uma colossal força de espírito e abrem caminho para as mais improváveis alturas".

    Além disso, Putin lembrou que uma comissão para investigar os casos de doping foi criada. "Temos a intenção de levar à justiça todos os envolvidos em escândalos de doping, independentemente da classificação e do mérito, mas o mais importante é criar um sistema positivo de prevenção do doping no esporte, em conformidade com o plano nacional antidoping, cujo desenvolvimento, como vocês sabem, já começou", informou Putin.

    Lágrimas de Isinbayeva

    Yelena Isinbayeva, que perdeu a oportunidade de concorrer ao seu terceiro ouro olímpico no Rio de Janeiro, se emocionou durante o encontro com Vladimir Putin. A atleta teve dificuldades para segurar as lagrimas, enquanto manifestava sua indignação perante à injustiça e arbitrariedade de "um determinado número de pessoas no esporte mundial, que imaginaram ser algo maior do que são e que fazem o que querem e inventam novas regras".

    Isinbayeva pediu aos atletas que embarcam para o Brasil que se unam e que se apresentem de tão bem, "que o mundo estremeça e que o hino da Federação da Rússia soe, sem parar, nas arenas esportivas do Rio".

    Tema:
    Escândalo de doping (30)
    Tags:
    Jogos Olímpicos, Rio 2016, Kremlin, Tribunal Arbitral do Esporte, IAAF, Comité Olímpico Internacional (COI), Yelena Isinbayeva, Vladimir Putin, Rio de Janeiro, Rússia
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