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    Centenas de mortos, milhares feridos e vidas destruídas: na história do futebol houve muitos dias trágicos com os quais os torcedores agressivos poderiam ter aprendido a lição. No entanto, os jogos atuais, por causa da perda de memória coletiva, ainda não se tornaram mais pacíficos. A Sputnik realiza uma excursão ao passado.

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    © AFP 2021 / DOMINIQUE FAGET / AFP
    A tragédia do Estádio do Heysel

    Dia 29 de maio de 1985, Bélgica. A tragédia do Estádio do Heysel, na final da Taça dos Campeões Europeus, Juventus contra Liverpool:

    Primeiro, fora do estádio, ingleses e italianos embriagados começaram a trocar provocações. Mais tarde, durante o jogo, no lado norte do estádio se acomodaram os adeptos dos dois times separados por uma pequena barreira e só alguns policiais.

    Meia hora mais tarde, os britânicos começaram os "ataques" e o tumulto começou a ser incontrolável. Dezenas de espectadores italianos foram espezinhados por hooligans, que usaram barras de ferro para bater nos rivais. Sob pressão do povo em pânico, o muro caiu, causando a queda de mais algumas dezenas de pessoas. Os hooligans ingleses foram responsabilizados pelo incidente.

    Consequências: 39 pessoas morreram, incluindo 32 italianos, 4 belgas, dois franceses e um irlandês.  Outras 454 pessoas ficaram feridas. Todos os clubes de futebol britânicos foram proibidos de participar em competições europeias por um período de cinco anos e 14 Hooligans foram postos na prisão. O jogo acabou com a vitória da Juventus por 1-0.

    No dia 15 de abril de 1989, foi a "Tragédia de Hillsborough” durante o jogo entre o Liverpool e o Nottingham Forest, válido para as semifinais da Copa de Inglaterra:

    O estádio foi dividido entre os torcedores rivais. O setor Spion Kop End do estádio para os torcedores do Nottingham Forest tinha capacidade para 21 000 pessoas. Os torcedores do Liverpool foram colocados na Leppings Lane End, com capacidade para 14 600 pessoas. As pessoas estavam sendo pressionadas contra as grades pelo peso da multidão atrás deles, mas a atenção da maioria das pessoas foi absorvida pelo jogo, que já tinha começado. Mais tarde o árbitro, Ray Lewis, avisado pela polícia, parou o jogo durante alguns minutos depois de os torcedores começarem a subir a cerca para escapar do esmagamento. Finalmente, o muro quebrou sob a pressão das pessoas.

    Morreram pisoteados 96 torcedores do Liverpool e outros 766 ficaram feridos. Foi o maior desastre do futebol inglês e um dos maiores do mundo.

    Dia 16 de junho de 2000, Bruxelas. Uma briga de hooligans no Estádio de Heysel na véspera de jogo entre Inglaterra e Alemanha no âmbito de Campeonato Europeu de Futebol de 2000:

    Mais de 300 hooligans britânicos começaram os confrontos violentos com belgas de origem estrangeira em Charleroi. Ficaram feridas 37 pessoas, duas delas gravemente. Foram presos 350 participantes dos tumultos. Houve cadeiras voadas, várias vitrines foram despedaçadas. "Temos tudo sob controle", alegou depois François Xavier de Donnea, o prefeito de Bruxelas. Um pouco mais tarde, um britânico foi gravemente ferido com faca por um turco. Dentro dos dois dias seguintes foram presos mais de 500 torcedores ingleses.

    Apesar das provocações constantes de hooligans, não foram impostas nenhumas sanções contra a Associação de Futebol inglesa.

    Dia 1 de fevereiro de 2012. A tragédia de Port Said, após um jogo entre o Al-Masry e o Al-Ahly no Estádio de Port Said, no nordeste do Egito:

    Pelo menos 79 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas depois de milhares de torcedores invadirem o campo após a vitória de Al-Masry por 3-1. O ministro da Saúde Hesham Sheiha disse que o acontecimento foi "o maior desastre da história do futebol egípcio".

    Após o desastre, o Parlamento convocou uma sessão de emergência a ser realizada em 2 de fevereiro de 2012 para discutir uma resposta a este acontecimento. Foram imediatamente suspensos por tempo indeterminado os jogos de 2011–2012 da Primeira Liga Egípcia.

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    Tags:
    história, futebol, campeonato, Europa
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