17:55 28 Julho 2021
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    De 2 a 11 de outubro, acontece na República da Coreia a 6º edição dos Jogos Mundiais Militares. Esta já é a maior competição desde a criação do evento, em 1995, contabilizando mais de 7 mil participantes confirmados de 120 países.

    Para o Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM, na sigla em francês), organizador do evento, o crescimento dos jogos ajuda a promover os valores da entidade do desporto militar mundial, principalmente a paz, entre as nações.

    A delegação Brasileira é a maior visitante desta edição dos jogos, com 283 atletas. O Brasil participa dos Jogos Mundiais Militares desde a primeira edição, em 1995, na Itália.

    A evolução dos atletas militares brasileiros no período de 1995 a 2011 tem sido crescente. Em Roma, o Brasil ocupou o 36º lugar no quadro de medalhas, enquanto em 2011, no Rio de Janeiro, ficou em 1º lugar, com 114 medalhas (45 de ouro, 33 de prata e 36 de bronze).

    De acordo com o Diretor do Departamento de Deporto Militar do Ministério da Defesa e Chefe da Delegação Brasileira, Brigadeiro Carlos Augusto Amaral, o aumento do número de medalhas dos atletas brasileiros a cada edição dos Jogos Militares vem chamando a atenção dos outros países competidores.

    “Quando o Brasil, em 2011, chegou e ganhou os Jogos, certamente isso lançou uma atenção especial sobre o que fazemos aqui: Como essa receita de sucesso foi aplicada no Brasil? O que foi feito? E, certamente, outros países estão buscando se inspirar nesse modelo, que é o Programa de Atleta de Alto Rendimento, uma cooperação com o Ministério do Esporte, para melhorar essa representatividade e desenvolver o desporto no Brasil, visando aos Jogos Olímpicos (Rio, em 2016) e aos resultados nas grandes competições internacionais de modo geral”.

    Nos 6º Jogos Mundiais Militares, a meta do Ministério da Defesa é a de que o Brasil consiga ficar entre os cinco primeiros países no ranking de medalhas. As modalidades mais fortes do país com chances de medalhas são: judô, natação, atletismo, vôlei masculino e feminino, basquete masculino e o tiro com arco, que é uma modalidade nova na qual o Brasil vai participar.

    O Brigadeiro Amaral ressalta que a participação das Forças Armadas em competições esportivas é muito importante para o Brasil.

    “Desde que nós entramos nas Forças Armadas como recrutas ou nas escolas de formação, a atividade física é diária, ela existe para o desenvolvimento. Primeiro numa higidez que nos prepare para o combate. Afinal de contas, um combatente tem que ter um bom preparo físico, e além desse preparo físico para o combate, a atividade física e a atividade desportiva desenvolvem características que são fundamentais para um militar, como liderança, julgamento, desenvolvimento de estratégias, de táticas, organização, trabalho em equipe, capacidade de saber ganhar e saber perder”.

    A Coreia do Norte não vai participar da 6ª edição dos Jogos Mundiais Militares na Coreia do Sul. De acordo com o Comitê Organizador, apesar de o convite ter sido feito ao país vizinho, que também é membro do Conselho Internacional do Esporte Militar, o pedido foi recusado, sem justificativa, deixando pela primeira vez a delegação norte-coreana de fora do evento.

    O presidente do Conselho, Coronel Abdulhakeen Alshano, lamenta a ausência da Coreia do Norte, destacando a importância do esporte militar para a paz. O coronel acredita que futuras competições podem ser um caminho para melhorar a relação entre as duas nações.

    Para saber mais detalhes das competições e do Brasil nos Jogos Mundiais Militares, basta acessar o site: http://jogosmilitares.defesa.gov.br/.

    Tags:
    Jogos Mundiais Militares, CISM, Abdulhakeen Alshano, Carlos Augusto Amaral, Rio de Janeiro, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Itália, Brasil
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