00:11 28 Novembro 2020
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    Provas levantadas até agora não mostram que as sedes das Copas do Mundo da FIFA de 2018 e 2022 foram escolhidas como resultado de suborno, afirmou neste domingo Domenico Scala, presidente do Comitê de Auditoria da FIFA.

    Autoridades dos Estados Unidos e da Suíça estão investigando o processo de seleção dos países-sede das Copas do Mundo, inclusive os Mundiais de 2018 e 2022, que serão realizados na Rússia e no Qatar, respectivamente. Ambos países estão isentos de culpa.

    “Se existir provas de que Qatar e Rússia foram escolhidos por compra de votos, o processo pode ser anulado. Não há prova disso”, disse Scala ao jornal suíço Sonntags Zeitung.

    Na última quarta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA abriu procedimentos contra 14 pessoas — nove oficiais sêniores da FIFA — por fraude e lavagem de dinheiro, em negociações que envolveram US$ 150 milhões em subornos. Sete dos oficiais foram presos dois dias antes da eleição que

    renovou a permanência de Joseph Blatter como presidente da FIFA. Blatter, no entanto, afirmou que não se sentiu apoiado pela comunidade do futebol, anunciou que não ficará no cargo e convocou novas eleições.

    Scala afirmou que não tinha detalhes da investigação em curso.

    “Uma autoridade que investiga pode apurar sem que ninguém saiba — teoricamente, investigar você também”, respondeu ao jornalista. 

    Scala declarou que está trabalhando com autonomia em um conjunto de propostas de reforma pedidos por Joseph Blatter, que deixará o cargo logo após a nova eleição.

    Novas revelações

    No sábado o site alemão Zeit Online relatou que a Alemanha foi escolhida para organizar a Copa do Mundo de 2006, ultrapassando o Brasil, Marrocos, Inglaterra e África do Sul, em uma luta injusta. Por exemplo, uma semana antes da votação, o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder decidiu fornecer lançadores de granadas antitanque para a Arábia Saudita. Além disso, a Volkswagen e a Bayer AG prometeram grandes investimentos industriais na Tailândia e Coreia do Sul.

    No entanto, o Zeit Online indica que a eleição da Alemanha, do ponto de vista jurídico, teria sido legal.

    Mais cedo o americano Chuck Blazer, homem que delatou a FIFA para a Justiça americana, confessou diante de uma corte nos Estados Unidos que cartolas receberam propinas para a escolha da França como sede da Copa do Mundo de 1998 e da África do Sul como sede da Copa de 2010.

    Segundo Blazer, antigo membro do Comitê Executivo da FIFA, os pagamentos ocorriam já em 1992, quando a Fifa ainda era presidida pelo brasileiro João Havelange. A Copa de 98 foi organizada por Michel Platini, atual presidente da UEFA e sério candidato a ocupar o cargo de Joseph Blatter.

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    Tags:
    provas, eleição, suborno, sede, Copa do Mundo, FIFA, Domenico Scala, Catar, EUA, Rússia
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