01:38 19 Outubro 2017
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    Carlos Arthur Nuzman, presidente da Rio-2016.
    Tânia Rêgo / Agência Brasil

    Presidente da Rio-2016 tranquiliza atletas a 500 dias dos Jogos Olímpicos

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    O presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, aposta no sucesso dos Jogos Olímpicos e se diz tranquilo quanto às polêmicas sobre poluição na Baía de Guanabara e construção do campo de golfe. Nesta entrevista exclusiva, ele afirmou que os atletas de vela vão encontrar no Rio “águas iguais para todos”.

    Agência Estado – Como está o Rio a 500 dias dos Jogos Olímpicos?

    Carlos Arthur Nuzman – Muito bem. Nosso cronograma está sendo cumprido, superamos pequenos atrasos, como os do velódromo e do Complexo de Deodoro, que está até um pouco avançado.

     

    AE – A meta de despoluição da Baía de Guanabara não vai ser alcançada?

    Nuzman — Todos os Jogos Olímpicos registraram problemas de poluição nas áreas de competição da vela. Vou destacar Sydney (2000) e Pequim (2008). O estado do Rio já despoluiu muito, tanto que ninguém reclamou no evento-teste de agosto do ano passado.

     

    AE – O que o senhor diria para atletas de vela que vêm de fora do país competir na Baía?

    Nuzman – Que venham com a maior tranquilidade possível. Toda vez que se entra em local de competição de vela, você tem um tipo de problema que vai ter de superar. As águas nos locais de competição são iguais para todos. Os melhores vão ganhar.

     

    AE – Por que a opção pela construção do campo de golfe numa área de preservação ambiental e não em um dos dois clubes de ponta com sede no Rio?

    Nuzman – Os dois campos são privados, particulares, não podem ser oferecidos à população. É caríssimo ser sócios deles.

     

    AE – Relatório recente do TCU questiona a data prevista para a extinção do Rio-2016, que seria em 2023. Por que estender tanto o Rio-2016?

    Nuzman – A experiência nos mostra que se deve deixar uma margem de segurança. O ideal é encerrar rapidamente, tão logo tenhamos o relatório final e a prestação de contas. Com isso pronto, vamos entregar antes.

     

    AE – Quando poderia ser esse "antes"?

    Nuzman – Não tem uma razão assim tão determinante.

     

    AE – O TCU questiona os gastos com a sede do Rio-2016, que vão chegar a R$ 80 milhões. O Tribunal fala em desperdício. Como avalia isso?

    Nuzman – Nós até hoje não utilizamos recursos públicos no Rio-2016.

     

    Estadão Conteúdo

    Tags:
    obras, gastos, entrevista, Complexo de Deodoro, Olimpíada, Jogos Olímpicos, Rio 2016, Tribunal de Contas da União, Carlos Arthur Nuzman, Sydney, Baía de Guanabara, Pequim, Rio de Janeiro, Brasil
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