09:17 22 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Economia
    URL curta
    11429
    Nos siga no

    A representante comercial norte-americana, Katherine Tai, buscará, nesta segunda-feira (4), novas negociações com a China devido a sua falha em cumprir as promessas feitas em um acordo comercial da Fase 1 firmado com o ex-presidente Donald Trump, segundo a mídia.

    No entanto, segundo a agência Reuters, Washington não prosseguirá com as negociações da Fase 2 sobre os subsídios estatais de Pequim e outras questões estruturais.

    Funcionários seniores da administração Biden informaram que Tai buscará uma reunião virtual com o vice-premiê chinês, Liu He, para discutir o acordo comercial.

    Entretanto, Tai não descartará o uso de novas tarifas para pressionar o gigante asiático a cumprir os compromissos da Fase 1 assumidos durante a presidência de Trump, contaram os funcionários sob condição de anonimato. De igual modo, ela também anunciará que os EUA reabrirão um processo para que as empresas norte-americanas possam buscar isenção de tarifas, informaram altos funcionários da administração democrata, citados pelo The Wall Street Journal (WSJ).

    "Por muito tempo, a falta de adesão da China às normas comerciais globais prejudicou a prosperidade dos norte-americanos e de outros [povos] em todo o mundo", referem trechos do seu discurso compartilhado pela Casa Branca e citados pela mídia.

    No mesmo documento, Tai também dirá que pretende ter "conversas francas" com sua entidade homóloga chinesa, o que "incluirá discussões sobre o desempenho da China no âmbito do Acordo da Fase 1, e também falaremos diretamente com a China sobre suas políticas industriais", cita a Reuters.

    Contudo, a representante comercial dos EUA não descartará o uso de quaisquer ferramentas comerciais para levar a China a cumprir o acordo, que está programado para expirar no final de 2021.

    Segundo o WSJ, a China falhou a meta de compra de bens em quase 40% em 2020, conforme os cálculos de Chad Bown, um membro sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional que tem acompanhado o processo. A partir dos dados dos primeiros oito meses do ano, a China está a um ritmo de 30% abaixo de sua meta para 2021.

    O acordo da Fase 1 foi firmado no final de 2019, precisamente quando o surto do novo coronavírus estava começando a surgir na China.

    A administração Biden passou vários meses revendo sua política para China, incluindo as tarifas impostas pela administração Trump que, inicialmente, tributaram cerca de US$ 370 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões) em importações chinesas, incluindo bens de consumo como eletrônicos, vestuário e mobília, bem como milhares de itens constituintes da cadeia de fornecimento de muitas fábricas norte-americanas.

    Mais:

    Biden é acusado de mentir sobre retirada do Afeganistão após depoimento de generais no Congresso
    Novo míssil chinês para caça J-20 promete acabar com domínio aéreo dos EUA, diz mídia
    EUA acusam China de conduzir atividade militar 'provocativa' próximo de Taiwan
    Tags:
    China, EUA, acordo comercial, negociações, Donald Trump
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar