02:09 25 Outubro 2021
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    A atual escassez de silício metálico, feito do elemento químico do mesmo nome e que está presente em 28% da crosta terrestre, poderia representar um entrave para a economia global.

    De acordo com a agência Bloomberg, este problema, gerado por um corte no maior produtor mundial, a China, fez com que os preços do metal subissem cerca de 300% em menos de dois meses

    A forte redução na produção de silício metálico de alta pureza pelo gigante asiático é resultado dos esforços de Pequim para reduzir o consumo de eletricidade em meio a uma crise energética global.

    O silício é um dos elementos mais utilizados nos mais diversos produtos, desde chips de computador e concreto, até vidro e peças de automóveis. Também pode ser purificado, resultando em um material ultracondutor que ajuda a converter a luz solar em eletricidade nos painéis solares. É também a matéria-prima do silicone, um composto resistente à água e ao calor, amplamente utilizado em implantes médicos, cargas, desodorizantes, entre outras coisas.

    "Apesar de sua abundância natural em estado bruto, como a areia e a argila, tem havido avisos nos últimos anos de que a crescente demanda industrial arrisca criar uma improvável escassez de matérias-primas [...] Agora a improvável fragilidade da cadeia de fornecimento de silício está sendo exposta a um grau alarmante", aponta a mídia norte-americana.

    De acordo com Yang Xiaoting, analista sênior do Mercado de Metais de Xangai, é esperado que os preços do silício permaneçam elevados entre junho e agosto do próximo ano, até que a produção aumente no segundo semestre do ano.

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    Tags:
    China, economia mundial, matéria-prima, Bloomberg, escassez, problemas
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