06:05 03 Agosto 2021
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    A dívida mundial em relação ao PIB atingiu níveis recorde, algo que só tinha ocorrido após a Segunda Guerra Mundial. Assim, o endurecimento da política monetária e de crédito nas principais economias mundiais pode levar a uma crise nos próximos 3-4 anos.

    Esta opinião foi expressa pelo diretor de ativos da empresa de investimento russa BKS Mir Investitsiy, Andrei Rusetsky, em entrevista à Sputnik.

    Na quarta-feira (23), o vice-diretor do Banco da Rússia, Aleksei Zabotkin, afirmou que uma nova crise é inevitável, mas naturalmente não detalhou quando ocorreria ou qual escala e caráter teria.

    "Após a crise de 2020, a dívida pública e empresarial mundial subiu para níveis, em relação à economia, que não eram observados desde o fim da Segunda Guerra Mundial. No momento, os bancos centrais mundiais estão aplicando uma política monetária branda, mantendo as taxas abaixo do valor de equilíbrio. Mas a subida das taxas é somente uma questão de tempo", afirmou.

    Ele relembrou que todas as crises a partir de 1990 começaram depois que a Reserva Federal dos Estados Unidos subiu as taxas de juro. Ao mesmo tempo, os primeiros sinais de agravamento da política da Reserva Federal surgiram em maio, quando a inflação registrada nos EUA atingiu seu maior nível desde agosto de 2008.

    Neste mês de junho, a maioria dos membros do Comité de Mercados da Reserva Federal concordou em elevar a taxa de juro básica em 2023, apesar de se esperar que a taxa mantivesse o nível 0-0,25% até o final desse ano.

    "O que se prevê é que os EUA e o Banco Central Europeu muito provavelmente comecem a subir as taxas em 2023, o que significa que nós temos uns 3-4 anos até uma possível crise das dívidas", concluiu o especialista, reconhecendo que as tendências estruturais e mais prolongadas são difíceis de prognosticar.

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    Tags:
    economia, crise, dívida, política monetária
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