05:57 01 Agosto 2021
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    China está entrando em um período de desenvolvimento econômico que vai criar uma nova infraestrutura para permitir a utilização global do yuan, de acordo com uma ex-vice-governadora do Banco Central chinês.

    À medida que a economia chinesa se integra com o resto do mundo, as entidades do mercado utilizarão o yuan para fins transfronteiriços. Embora no âmbito do chamado plano de "dupla circulação" a globalização do yuan tenha como objetivo servir a economia real, o comércio e o investimento da China, disse Hu Xiaolian, presidente do Banco de Exportação e Importação da China.

    "Em meados deste século, a China poderá ter o maior e mais aberto mercado financeiro do mundo para funcionar com as regras e normas mais inclusivas do mundo, promovendo a cooperação internacional", afirmou Hu.

    O plano de "dupla circulação" da China centra-se mais no mercado nacional e é a abordagem estratégica da China para se adaptar a um mundo exterior. Esta abordagem permitirá ao país asiático depender menos de sua estratégia de desenvolvimento orientada para a exportação, mas sem a abandonar totalmente, escreve South China Morning Post.

    Atualmente, a internacionalização do yuan ainda se encontra em sua fase inicial e está orientada para satisfazer as necessidades de pagamento das importações do mercado interno chinês, relata o jornal.

    A transição para uma nova fase de globalização do yuan dependerá de uma abertura mais profunda e alargada dos mercados financeiros da China, da criação de um mercado de capitais convertíveis, bem como de laços mais estreitos entre a China e o resto do mundo, acrescentou Hu.

    Investidores na Bolsa de Valores de Xangai
    © AFP 2021 / JOHANNES EISELE
    Investidores na Bolsa de Valores de Xangai

    No âmbito de seu 14º Plano quinquenal, a China pretende construir um mercado de capitais de vários níveis e desenvolver as ligações entre os mercados de capitais nacionais e estrangeiros.

    No final de 2020, as entidades estrangeiras tinham 62% mais ações em yuans e 47% mais obrigações em yuans do que no ano anterior.

    A especialista acrescentou que os fluxos de capitais e as regras do mercado chinês tornariam o yuan a moeda mais preferida do mundo até 2050.

    "Até lá, é provável que o yuan seja a moeda preferida e possa ser utilizado livremente, ao serviço do comércio e do investimento mundiais, ao tornar-se uma moeda de confiança", afirmou.

    Além disso, o financiamento verde também trará novas oportunidades para a internacionalização do yuan, segundo a especialista.

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    Tags:
    moeda de reserva, yuan, investimento externo, China, mercado internacional, mercado financeiro
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