08:12 15 Junho 2021
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    O banco de investimentos JPMorgan Chase, tal como outros, crê que a recuperação pós-pandêmica e a política pró-ambiental reduzirão o petróleo em excesso e aumentarão seu preço nos próximos tempos.

    O banco de investimentos JPMorgan Chase prevê um novo "superciclo" para o preço do petróleo, cita a agência Bloomberg.

    No início de 2020 houve grande queda no preço do petróleo, devido à superprodução do hidrocarboneto e falta de demanda devido à pandemia e consequentes lockdowns.

    O atual processo de subida seria indicado pelo salto nos preços de produtos agrícolas e metais e pelo fato de o petróleo ter chegado a 63 dólares por barril, bem como pela recuperação da demanda nos países asiáticos, onde não há um impulso forte para a transição às energias renováveis.

    Tudo isso faz parte do quinto superciclo do preço das mercadorias e matérias-primas nos últimos 100 anos, diz a mídia. O último se iniciou em 1996, tendo seu auge em 2008, um processo que foi ajudado pela ascensão econômica da China, principal consumidora de hidrocarbonetos no mundo.

    Atualmente, o mesmo processo estaria decorrendo após as notícias dos testes bem-sucedidos das vacinas ocidentais e o fim das eleições presidenciais nos EUA, na qual venceu o pró-ambientalista Joe Biden, o que levou à subida dos preços do petróleo. A recuperação pós-pandêmica, uma política monetária e fiscal com taxas de juros extremamente baixas, incentivos fiscais dos bancos centrais de diferentes países, um dólar fraco e uma inflação acelerada, tudo contribui para a subida dos preços.

    Não só o JPMorgan Chase, mas também os bancos Grupo Goldman Sachs, Bank of America e Ospraie Management, creem que o processo vai continuar devido às medidas de estímulo econômico. Em particular, Goldman Sachs espera que o petróleo Brent custe 65 dólares por barril no quarto trimestre de 2021, segundo o Banco de América – 60 dólares e segundo o banco de investimentos Citigroup – 70 dólares, o qual também antevê 68 dólares para o petróleo WTI.

    A compra maciça do milho e soja pela China levou à possibilidade de um déficit e consequente crescimento de seus preços nos EUA, o mesmo acontecendo com a demanda da platina e cobre, como informou John Caruso, gerente sênior de ativos da RJO Futures, uma empresa de corretagem de mercadorias e de futuros financeiros, um processo semelhante ao verificado nos meados dos anos 2000.

    Bomba de petróleo impressa em 3D junto do logotipo da OPEP em 14 de abril de 2020
    © REUTERS / Dado Ruvic
    Bomba de petróleo impressa em 3D junto do logotipo da OPEP em 14 de abril de 2020

    A OPEP e a Agência Internacional de Energia também esperam que a demanda do petróleo crescerá mais rapidamente que a produção no segundo semestre do ano, o que reduzirá sua oferta em excesso que se acumulou desde o início da pandemia.

    O petróleo tem tido "uma forte recuperação das profundezas da pandemia [da COVID-19], visto que o excesso de oferta mundial está diminuindo", conclui Bloomberg.

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    Tags:
    Joe Biden, Goldman Sachs, Brent, Citigroup, WTI, EUA, China, Agência Internacional de Energia (AIE), Agência Internacional de Energia, Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), OPEP, COVID-19, JP Morgan Chase, JP Morgan, Bloomberg
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