05:50 01 Março 2021
Ouvir Rádio
    Economia
    URL curta
    10241
    Nos siga no

    Uma política para elevar a tributação do 1% mais rico do Brasil, com a transferência de R$ 125 por mês para os 30% mais pobres poderia elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2,4%.

    Os dados foram publicados nesta segunda-feira (15) em um estudo inédito realizado pelo Made-USP (Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo).

    De acordo com o estudo, a cada R$ 100 transferidos do 1% mais rico para os 30% mais pobres elevaria a renda agregada em R$ 109. Como resultado, os economistas estimam que o impacto positivo sobre o PIB seria de 2,4%.

    "Enquanto uma transferência de R$ 1,00 de renda adicional para os 10% mais pobres resultaria, em média, em uma alocação média de R$ 0,87 em consumo, para o 1% mais rico esse valor seria de apenas R$ 0,24, sendo a maior parte convertida em poupança", explica o estudo.

    Os pesquisadores argumentam que a parcela mais pobre da população brasileira tem dificuldades consideráveis de conseguir se manter e comprar itens básicos, como alimentos.

    "Dessa forma, não é nada surpreendente que uma transferência de renda destinada aos mais pobres tenha um efeito significativamente maior sobre o consumo do que uma que abarque os mais ricos", completaram os pesquisadores.

    O estudo foi feito com base nos dados da POF do IBGE (Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2017-2018.

    Mais:

    Autonomia do BC: 'Importante para que ações não tenham viés político', diz economista
    Economista aponta caminhos e afirma: 'Não há como fugir da prorrogação do auxílio emergencial'
    Recessão: prévia do PIB brasileiro indica queda de 4,05% da economia em 2020
    'Ainda não está claro de onde governo vai tirar dinheiro', diz economista sobre auxílio emergencial
    Tags:
    PIB, Produto Interno Bruto, Bolsa Família, famílias pobres, pobres, ricos, taxas, economia, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar