23:52 13 Abril 2021
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    A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) revisou sua estimativa da demanda global de petróleo para 2021 e a situou em 96,1 milhões de barris diários (mb/d), de acordo com o seu boletim mensal.

    "Para 2021, está previsto que a demanda de petróleo cresça em 5,8 mb/d, revisada para baixo em aproximadamente 0,1 mb/d frente ao prognóstico do mês passado, até uma média de 96,1 mb/d", diz o reltório.

    A organização detalhou que as quarentenas nacionais prolongadas, assim como as quarentenas parciais impostas outra vez em vários países tiveram como resultado a revisão para baixo do prognóstico para a primeira metade deste ano.

    "Ao mesmo tempo, se espera que os acontecimentos positivos no âmbito econômico, apoiados por programas de incentivos maciços, impulsionem a demanda em vários setores na segunda metade de 2021", afirmou a OPEP no documento.

    A organização também revisou sua estimativa da demanda global de petróleo em 2020: o indicador caiu 9,72 mb/d, ao invés de 9,75 mb/d, e se situou em 90,26 mb/d.

    Boletim mensal da OPEP sobre o mercado de petróleo em fevereiro de 2021 está disponível on-line.

    Em abril de 2020, a OPEP e outros dez países produtores independentes (Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Cazaquistão, Malásia, México, Omã, Rússia, Sudão e Sudão do Sul) anunciaram uma nova redução na produção de petróleo para estabilizar o mercado após o colapso dos preços devido ao excesso de oferta e ao impacto do coronavírus.

    A redução, que entrou em vigor a partir de maio, foi inicialmente fixada em 9,7 mb/d e, desde agosto, foi relaxada para 7,7 mb/d. Para o primeiro mês de 2021, a organização chegou a um acordo para que a redução ficasse em 7,2 mb/d.

    Segundo o estabelecido em 5 de janeiro, a redução será ajustada para 7,125 mb/d em fevereiro e para 7,05 em março, sendo que Rússia e Cazaquistão são os únicos países que poderão aumentar a produção.

    Os números dos cortes de produção serão decididos mensalmente nas reuniões ministeriais da OPEP+.

    Os países-membros da organização devem realizar os cortes com base nos números de produção de outubro de 2018, com a exceção de Arábia Saudita e Rússia, que usam como referencia o nível de 11 mb/d.

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    Tags:
    economia, petróleo, produção de petróleo, Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)
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