06:02 06 Março 2021
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    COVID-19 no Brasil em meados de janeiro de 2021 (97)
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    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (20) manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a taxa Selic, em 2% ao ano.

    Em nota, o Copom afirma que o surgimento de novas variantes do novo coronavírus deve prejudicar a recuperação econômica no curto prazo, mas que estímulos "fiscais em alguns países desenvolvidos, unidos à implementação dos programas de imunização da COVID-19" sinalizam para uma retomada no médio prazo.

    "A presença de ociosidade, assim como a comunicação dos principais bancos centrais, sugere que os estímulos monetários terão longa duração, permitindo um ambiente favorável para economias emergentes", escreveu.

    Já sobre a economia brasileira, o Banco Central disse que "indicadores referentes ao final do ano passado têm surpreendido positivamente", mas que o aumento de casos da COVID-19 deixa o cenário econômico doméstico ainda incerto.

    "Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o primeiro trimestre deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais", afirmou o BC.

    As estimativas do Copom sobre a inflação brasileira são de 3,6% para 2021 e 3,4% para 2022.

    "Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva até 3,25% ao ano em 2021 e 4,75% ao ano em 2022", projetou.

    A Selic foi fixada em 2% ao ano na reunião de agosto do ano passado, assumindo o menor patamar da série histórica.

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    COVID-19 no Brasil em meados de janeiro de 2021 (97)

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    Tags:
    auxílio financeiro, macroeconomia, crescimento econômico, COVID-19, economia, Banco Central, taxa de juros, Selic, Brasil
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