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    O número de desempregados no Brasil atingiu 14,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, o que representa uma taxa recorde de 14,6%. 

    É o maior índice de série histórica, iniciada em 2012. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em três meses o número de desempregados aumentou 1,3 milhão. 

    Em um ano, 11,3 milhões de pessoas ficaram sem emprego. Em três meses, a população ocupada diminuiu 1,1%, passando para 82,5 milhões de pessoas, menor patamar da série histórica. 

    Flexibilização: mais pessoas procuram emprego

    Entre os estados, a maior alta em relação ao trimestre anterior foi registrada na Bahia (20,7%), seguido por Sergipe (20,3%) e Alagoas (20%). Em dez estados, a taxa aumentou, ficando estável nos demais. 

    Segundo especialistas, o índice estava represado devido à pandemia, pois muitas pessoas não procuravam emprego em razão das medidas de isolamento social. Agora, com a flexibilização do confinamento, o desemprego está batendo recordes desde julho, pois a força de trabalho voltou a buscar uma vaga.

    Outros fatores que preocupam são o fim dos auxílios e a incerteza em relação ao crescimento de casos da COVID-19 no país. 

    'Insubstituível'

    Na quinta-feira (26), dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registraram a criação de 394.989 vagas formais em outubro. O governo comemorou os números e o presidente Jair Bolsonaro disse que Paulo Guedes, ministro da Economia, era "insubstituível". 

    O relatório do Caged, no entanto, leva em consideração apenas empregos com carteira assinada, enquanto a pesquisa do IBGE abrange o mercado de trabalho amplo, incluindo informais.

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    Tags:
    novo coronavírus, COVID-19, pandemia, economia, IBGE, Pnad Contínua, desemprego, Paulo Guedes, Jair Bolsonaro
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