18:42 24 Novembro 2020
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    Aumento da COVID-19 na Europa e Estados Unidos e atritos políticos em Brasília levam moeda a R$ 5,79, mas BC injeta cerca de US$ 1 bilhão e provoca queda.

    O dólar teve neste início da manhã de quarta-feira (28) sua maior alta desde o dia 18 de maio, há pouco mais de cinco meses. O Banco Central (BC), em Brasília, teve que intervir com leilão de US$ 1,042 bilhão e, no início da tarde, o mercado já negociava a moeda americana a R$ 5,73. Isso representou uma alta de 0,88% em relação à terça-feira (27). Ainda assim, a escalada desta quarta-feira (28) foi menor do que a do dia anterior que chegou a 1,26%, informou o jornal O Globo. Neste ano, o aumento do dólar diante do real é de 40%. Ao fim do dia, ele valia R$ 5,76.

    A disparada se deveu à escalada de casos da COVID-19 no Hemisfério Norte, especialmente na Europa, e a questões políticas no Brasil. Nas últimas 24 horas, os Estados Unidos registraram 73,2 mil pessoas infectadas com o novo coronavírus, segundo a Universidade Johns Hopkins. O cenário europeu é pior ainda e inclui as maiores economias do continente. A França pensa na possibilidade de decretar novo confinamento total, o chamado lockdown. Nesta quarta-feira (28), a chanceler alemã Angela Merkel confirmou que o país terá confinamento parcial. 

    "A agressiva segunda onda de coronavírus na Europa e a piora do quadro nos EUA adicionam forte incerteza a um ambiente que já conta com forte volatilidade em função da proximidade com as eleições americanas", escreveram os analistas da Guide Investimentos ouvidos pelo jornal.

    Os problemas políticos em Brasília também criaram clima de incerteza. Rodrigo Maia (PDS-RJ), presidente da Câmara, criticou a obstrução na votação de pautas importantes na Casa pelos partidos que formam a base de apoio do governo. Maia alertou que a votação do orçamento de 2021 pode ficar só para depois de março.

    "Além de atrasar a aprovação do Orçamento de 2021, o impasse acaba impedindo que todos os projetos de interesse do governo, incluindo várias medidas provisórias com data de expiração, sejam analisadas", complementaram os analistas da Guide.

    Na Bolsa, o cenário é de perdas intensas no Brasil e no exterior. O índice Ibovespa caiu 3,66%, aos 95.959 pontos. O desempenho negativo também foi acompanhado em Nova York. Dow Jones e S&P perderam, respectivamente, 2,68% e 3,1%. A Bolsa eletrônica Nasdaq recuou 2,86%.

    Os mercados financeiros europeus também tiveram queda. Em Frankfurt, a Bolsa fechou o dia em queda de 4,17%. O índice FTSE 100, de Londres, recuou 2,55% e o CAC 40, de Paris, 3,37%.

    Em Nova York, até o início da tarde, o Dow Jones estava em baixa de 3,17%. Outros índices, como o S&P 500 e o Nasdaq também: o primeiro 3,07% e o segundo 3,17%.

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    Tags:
    Ibovespa, Rodrigo Maia, COVID-19, Banco Central, Universidade Johns Hopkins, Nasdaq, Angela Merkel, Bovespa
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