12:32 05 Dezembro 2020
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    China pode gradualmente reduzir suas retenções de títulos do Tesouro dos EUA para cerca de US$ 800 bilhões (R$ 4,23 trilhões) do nível atual de mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,29 trilhões).

    Tal pode suceder assim que a bolha do déficit federal americano aumente os riscos de inadimplência (incumprimento de pagamento) e a administração Trump continue atacando intensamente a China, afirmam especialistas.

    A China, que é o segundo maior detentor do mundo de dívida dos EUA, tem vindo sistematicamente a reduzir suas participações em obrigações estadunidenses.

    Nos primeiros seis meses deste ano, Pequim liquidou títulos do Tesouro dos EUA no valor de US$ 106 bilhões (R$ 561 bilhões). Em termos anuais as participações da China em títulos dos EUA caíram cerca de 3,4% no final de junho.

    "China vai reduzir gradualmente suas retenções de dívida dos EUA para cerca de US$ 800 bilhões sob circunstâncias normais. Mas é claro que a China poderia vender todos seus títulos dos EUA em caso extremo, como um conflito militar", disse Xi Junyang, professor da Universidade de Finanças e Economia de Xangai, ao jornal chinês Global Times.

    Outra razão da potencial medida de Pequim é o risco de incumprimento de pagamento por parte dos EUA, sendo que se estima que a dívida da maior economia do mundo ascenderá este ano até atingir aproximadamente a mesma dimensão de seu produto interno bruto, um nível que não é visto desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

    Além disso, segundo estimativas do analista Zhou Maohua, do Everbright Bank, no longo prazo "muitos países vão diversificar seus ativos de reserva para reduzir a dependência dos ativos em dólares dos EUA, já que procuram minimizar os riscos causados pelo aumento da dívida dos EUA e sua transição para o protecionismo".

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    Tags:
    China, PIB, dívida externa, Casa Branca, Donald Trump, Departamento de Tesouro dos EUA, títulos do tesouro
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