22:18 30 Setembro 2020
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    Aplicativo chinês de vídeos TikTok escolheu um licitante para seus negócios nos EUA, Nova Zelândia e Austrália, e poderá anunciar um acordo na terça-feira (1º), informou hoje canal CNBC citando pessoas familiarizadas com o assunto.

    A gigante tecnológica Microsoft, em parceria com Walmart, e a Oracle são os candidatos principais para o negócio de venda, que surge em meio a intensa pressão da administração Trump, que disse que TikTok deveria ser vendido a uma entidade dos EUA por causa das preocupações de Washington relacionadas com a privacidade dos dados dos americanos que usam o serviço.

    Espera-se que o preço dos ativos da empresa chinesa esteja na faixa entre US$ 20 bilhões (R$ 107,7 bilhões) e US$ 30 bilhões (R$ 161,6 bilhões), avançou o mesmo canal na semana passada.

    O porta-voz de TikTok disse à CNBC que a empresa não estava em negociações para vender seu negócio nos EUA a seu rival de compartilhamento de vídeos curtos Triller.

    Anteriormente foi reportado que a China atualizou suas regras de controle de exportação, o que deverá complicar a venda da plataforma de compartilhamento de vídeos TikTok nos EUA, de acordo com a agência Xinhua.

    Logotipo da Bytedance, companhia chinesa proprietária do TikTok
    © REUTERS / Thomas Suen
    Logotipo da Bytedance, companhia chinesa proprietária do TikTok

    Professor Cui Fan, da Universidade de Negócios e Economia Internacionais da China, disse à agência que os novos regulamentos estão especificamente relacionados com o TikTok e tecnologias da ByteDance – empresa proprietária do aplicativo sediada em Pequim.

    "Se a ByteDance planeja exportar tecnologias neste domínio, ela deveria ir através de procedimentos de licenciamento. Recomenda-se que a ByteDance examine seriamente o catálogo ajustado e pondere cuidadosamente se é necessário suspender a atual negociação das transações relacionadas, executar os procedimentos de declaração legal e depois tomar as medidas apropriadas", comentou Cui.

    De acordo com a ordem de Trump emitida em agosto, a ByteDance tem um prazo de 90 dias para se desfazer de suas operações do TikTok nos EUA.

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    Tags:
    aplicativos, rede social, empresa privada, tecnologia, China, Donald Trump, Estados Unidos, negociações
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