23:51 30 Setembro 2020
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    A empresa petroleira estatal da Arábia Saudita, Saudi Aramco, cancelou importante contrato para construir uma refinaria e um complexo petroquímico na China como parte de uma empresa conjunta.

    Segundo a Bloomberg, se esperava que o projeto na província de Liaoning custasse US$ 10 bilhões (R$ 56,2 bilhões), mas a companhia saudita considerou os custos excessivamente altos, com baixas perspectivas de retorno.

    A China busca promover ainda mais o projeto, sem desconsiderar que a empresa saudita possa mudar de opinião.

    A razão para repensar seus planos de investimentos foi o desejo de manter dividendos por um montante de US$ 75 bilhões (R$ 421,5 bilhões). Portanto, a liderança da Saudi Aramco está buscando formas de reduzir os gastos de capital em meio ao baixo preço do barril de petróleo e aumento de sua dívida.

    Em fevereiro deste ano, quando o acordo de construção foi firmado, se considerou um contrato histórico com um parceiro-chave, já que o reino poderia aumentar a participação de mercado e atrair investimentos chineses. A Arábia Saudita planejava fornecer até 70% do petróleo a uma nova refinaria com capacidade de 300 mil barris de petróleo por dia.

    Instalação petrolífera da empresa Aramco, na Arábia Saudita
    © AP Photo / Hassan Ammar
    Instalação petrolífera da empresa Aramco, na Arábia Saudita

    Anteriormente, se soube que o lucro da empresa saudita na primeira metade do ano diminuiu à metade em comparação com o mesmo período de 2019, de US$ 46,9 bilhões (R$ 263,5 bilhões) para US$ 23,2 bilhões (R$ 130,4 bilhões).

    Neste contexto, a Saudi Aramco cedeu à companhia Apple dos EUA a posição de empresa mais valiosa do mundo.

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    Tags:
    Arábia Saudita, China, economia, investimento, acordo comercial, petróleo
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