14:38 03 Dezembro 2020
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    O empresário Salim Mattar, que deixou o cargo de secretário de Desestatização e Privatização do governo Bolsonaro, disse que "bastava vender" a Petrobras e o Banco do Brasil para ter um "país surfando". 

    Na terça-feira (11), Mattar e o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, deixaram a equipe econômica de Paulo Guedes. A exoneração dos dois funcionários ainda não foi publicada no Diário Oficial. 

    Em entrevista concedida para a GloboNews nesta quarta-feira (12), Salim Mattar disse que faltou "vontade política" para que as privatizações fossem aceleradas. 

    O empresário afirmou ainda que "bastava" o Brasil vender a Petrobras e o Banco do Brasil para resolver 'todas as finanças do país". 

    "As nossas empresas estatais valem R$ 1 trilhão. Gente, se vender Petrobras, Banco do Brasil, tudo, dá R$ 1 trilhão. Com R$ 1 trilhão, nós resolvemos todas as finanças do país. Por que não fazemos isso? Não deveríamos fazer isso? É uma questão de mentalidade e vontade política. Então, nós votamos em deputados, senadores, presidente. Mas essa é uma decisão política. Mas, olha, se alguém quisesse resolver os problemas das finanças públicas, bastava vender todas essas estatais e nós teríamos um país surfando a partir do próximo ano", disse. 

    'Animal' do setor privado

    Além disso, Mattar afirmou que deixou o cargo no governo por ser um "animal" do setor privado, que não se adapta à "burocracia" do Estado. 

    Apesar disso, ele garantiu que as privatizações continuam sendo "um dos pilares" do programa econômico de Paulo Guedes, mas que é preciso ter "vontade política". 

    Após o pedido de demissão dos dois funcionários, Guedes disse que "houve uma debandada" no ministério da Economia, que ocorreu devido à insatisfação com o "ritmo de privatizações". Por outro lado, o ministro disse que para vender as estatais era preciso "lutar" e não adiantava ficar esperando "Papai do Céu". 

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    Tags:
    governo, Jair Bolsonaro, Petrobras, Banco do Brasil, estatal, neoliberalismo, privatizações, Paulo Guedes, economia
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