13:10 23 Setembro 2021
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    A China criticou a decisão tomada pelos EUA no fim de maio de impor sanções a 33 empresas do país, que Washington acusa de serem cúmplices de violações dos direitos humanos e de colaborarem com a Defesa chinesa.

    O Ministério do Comércio da China garantiu nesta sexta-feira (5) que não hesitará em utilizar "qualquer medida necessária" para proteger os interesses das suas empresas e instituições.

    Estas declarações surgem após o Departamento de Comércio dos EUA anunciar nesta quarta-feira (3) que as referidas restrições entrariam em vigor no dia seguinte, em 5 de junho, informa o South China Morning Post.

    Pequim ressaltou que "se opõe firmemente" à decisão de Washington e instou a cessar "imediatamente" o que considera serem "práticas incorretas".

    Além disso o Governo chinês condenou o repetido uso pelos EUA da desculpa de segurança nacional como razão para impor restrições comerciais às empresas estrangeiras.

    "Isso tem causado sérios danos à ordem econômica e comercial internacional e é uma séria ameaça à segurança das cadeias de abastecimento industrial global", escreve o jornal.

    "Isto não é favorável nem para a China nem para os EUA, nem para o mundo inteiro", enfatizou o Ministério do Comércio da China.

    Na "lista negra" dos EUA estão 24 companhias supostamente ligadas ao desenvolvimento de armas de destruição em massa e outras atividades militares de Pequim.

    Anteriormente, o presidente dos EUA Donald Trump, ordenou ao Departamento do Tesouro, à Reserva Federal e a várias outras entidades que desenvolvessem, no prazo de dois meses, novas regras que dificultassem a colocação e a circulação de títulos de empresas chinesas nas bolsas norte-americanas.

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    Tags:
    sanções econômicas, guerra de sanções, China, EUA, Ministério do Comércio Chinês, empresas estrangeiras
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