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    Brasil no combate ao coronavírus no início de maio (66)
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    Em março de 2020, a produção industrial recuou 9,1% frente a de fevereiro de 2020, informou nesta terça-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Esta é a queda mais acentuada desde maio de 2018 (11 %), refletindo os efeitos do isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19. Os dados foram publicados neste terça-feira (5) pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

    Em relação a março de 2019 (série sem ajuste sazonal), a indústria recuou 3,8%, quinto resultado negativo seguido nessa comparação. A indústria acumulou redução de 1,7% no ano. No acumulado em 12 meses, a indústria recuou 1,0%.

    A redução de 9,1% na passagem de fevereiro para março de 2020 foi a mais acentuada e levou a produção industrial ao nível próximo ao de agosto de 2003, ficando 24,0% abaixo do ponto recorde de maio de 2011.

    Esse resultado se refletiu na expansão do conjunto de segmentos com taxas negativas, evidenciando o aprofundamento das paralisações em diversas plantas industriais, devido ao isolamento social por conta da pandemia da COVID-19.

    "Esse impacto da pandemia fica evidenciado quando se compara com o mês de fevereiro, já que a taxa é fortemente negativa e representa a queda mais intensa desde maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros. E não apenas pela magnitude da taxa, mas também pelo alargamento por diversas atividades, incluindo todas as quatro categorias econômicas e 23 das 26 atividades pesquisadas", afirmou o pesquisador do IBGE André Macedo.

    A produção recuou em todas as categorias econômicas e em 23 dos 26 ramos pesquisados, segundo o estudo.

    Entre as atividades, a influência negativa mais relevante foi em veículos automotores, reboques e carrocerias (-28,0%), pressionada pelas paralisações/interrupções da produção em várias unidades produtivas.

    Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-37,8%), de bebidas (-19,4%), de couro, artigos para viagem e calçados (-31,5%), de produtos de borracha e de material plástico (-12,5%), de máquinas e equipamentos (-9,1%), de produtos de minerais não-metálicos (-11,9%), de produtos têxteis (-20,0%), de móveis (-27,2%), de outros produtos químicos (-4,7%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,9%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,6%), de produtos de metal (-7,5%), de produtos de madeira (-16,1%), de metalurgia (-3,4%), de indústrias extrativas (-1,6%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-7,2%).

    Por outro lado, os ramos de impressão e reprodução de gravações (8,4%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (0,7%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (0,3%) assinalaram os avanços na produção nesse mês, mantendo o comportamento positivo observado em fevereiro.

    Tema:
    Brasil no combate ao coronavírus no início de maio (66)

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    Tags:
    economia, produção, indústria, Brasil, IBGE
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