22:06 12 Agosto 2020
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    Economia
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    O Banco Central reduziu a projeção do crescimento da economia brasileira em 2020 de 2,2% para zero, citando problemas provocados pela pandemia da COVID-19.

    "A economia mundial, incluindo a brasileira, passa por momento de elevado grau de incerteza em decorrência da pandemia de coronavírus, que está provocando desaceleração significativa da atividade econômica, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos financeiros. Nesse contexto, apesar da provisão adicional de estímulo monetário pelas principais economias, o ambiente para as economias emergentes tornou-se desafiador, com o aumento de aversão ao risco e a consequente realocação de ativos provocando substancial aperto nas condições financeiras", informa o Relatório Trimestral de Inflação.

    ​De acordo com o BC, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2019 e as informações setoriais referentes aos primeiros meses deste ano corroboravam o cenário básico do Comitê de Política Monetária (Copom), de recuperação gradual da economia. No entanto, a situação criada pela pandemia forçou uma revisão da projeção de crescimento para a de estabilidade.

    "As projeções de curto prazo foram influenciadas significativamente pelos movimentos recentes nas cotações de commodities, em particular pelas expressivas retrações dos preços internacionais de petróleo, que repercutem rapidamente sobre os preços domésticos de combustíveis. As implicações da pandemia sobre o segmento de serviços, notadamente, sobre os preços de passagens aéreas, provavelmente irão se refletir nas leituras mensais de inflação, sobretudo a partir de maio."

    No que diz respeito à inflação, o BC projeta para este ano um índice de 3,1%. Em 2021, espera-se que seja de 3,65% e, em 2022, 3,5%.

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    Tags:
    economia, PIB, crescimento, COVID-19, novo coronavírus, pandemia, 2020, Copom, BC, Banco Central, Brasil
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