20:36 31 Maio 2020
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    De acordo com o grupo financeiro multinacional Goldman Sachs, o ouro é o ativo mais seguro em meio ao surto do perigoso coronavírus.

    Segundo o chefe de pesquisa de produtos globais do grupo financeiro, Jeff Currie, atualmente o ouro, "a divisa de última instância", está fora das preocupações associadas com a divisa de papel, que "pode ser um meio de contágio do vírus".

    "Enquanto tantas coisas sobre o ambiente atual permanecem incertas, há uma coisa que permanece certa – é o ouro, que ao contrário das pessoas e de nossas economias, é imune ao vírus," adiantou Currie em uma nota aos clientes.

    Segundo ele, o metal precioso superou outros ativos de "refúgio seguro", como o iene japonês ou o franco suíço, e essa tendência continuará enquanto persiste a insegurança devido ao impacto do novo coronavírus COVID-19, que alastra a cada vez mais países do mundo, aponta CNBC.

    Na manhã desta segunda-feira (2), o ouro, que normalmente conserva o seu valor em tempos de volatilidade, aumentou mais de 2%, depois de sua pior semana desde 2016.

    Segundo jornal francês Le Monde, o ouro continuará "brilhando" neste ano, depois da alta de 19% do seu preço registrada em 2019. O ouro, historicamente, é um ativo clássico de refúgio de investimento, estando sempre presente em qualquer portfólio.

    É a reserva de valor mais fungível de todas, podendo ser transacionado em qualquer parte do mundo, gerando liquidez imediata. A sua cotação depende sempre da situação geopolítica e macroeconômica, da inflação, mas também de catástrofes naturais.

    A Rússia produziu mais de 185 toneladas de ouro nos primeiros seis meses de 2019, de acordo com os novos dados publicados pelo Serviço Aduaneiro Federal do país. O valor representa um aumento de 17 % em comparação com o período homólogo no ano passado.

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    Tags:
    doenças, economia, investimento, novo coronavírus, ouro, Goldman Sachs
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