10:41 07 Abril 2020
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    Pontos de novo acordo comercial a ser assinado pelos EUA e China envolvem bilhões em compras no setor energético, manufaturados, agricultura e serviços.

    Em expectativa do fim da guerra comercial entre os EUA e a China, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, já chegou a Washington com o intuito de assinar um novo acordo comercial entre ambos os países.

    Conforme publicou o jornal The South China Morning Post, citando fontes oficiais dos EUA e da Ásia, a China se comprometeu a realizar compras de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 826 bilhões) em produtos oriundos dos EUA como parte da primeira fase de um acordo comercial nos próximos dois anos.

    Os manufaturados americanos deverão pegar a maior fatia do montante, algo em torno de US$ 75 bilhões (cerca de R$ 309 bilhões).

    Contudo, após as exportações de produtos do setor energético dos EUA apresentarem queda de 50% desde 2017, a China deverá gastar US$ 50 bilhões (cerca de R$ 206 bilhões) com tais produtos.

    Também deverá ser beneficiado pelo acordo o setor agrícola americano. De acordo com a mídia, a China se comprometeu a comprar artigos agrícolas dos EUA em US$ 40 bilhões (cerca de R$ 165 bilhões).

    Já no campo dos serviços, os chineses pretendem gastar no mínimo US$ 35 bilhões (cerca de R$ 144 bilhões) com serviços americanos.

    Fim da 'manipulação monetária'?

    Marcando o que simbolizaria uma melhora nas relações, os EUA tiraram a China da sua lista de países manipuladores monetários.

    Ainda em agosto de 2019, o presidente Trump tinha classificado como manipulação monetária as oscilações da moeda chinesa na época.

    Guerra comercial

    Após assumir a presidência dos EUA em 2017, Donald Trump iniciou uma forte campanha de críticas contra a política comercial chinesa, ao passo que criou novas tarifas contra os produtos importados do gigante asiático.

    O comércio entre ambos os países sofreu uma queda, o que gerou perdas em bilhões de dólares e temores entre autoridades financeiras mundiais.

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    Tags:
    comércio, exportações, serviços, agricultura, energia, Donald Trump, EUA, China, guerra comercial
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