03:39 28 Novembro 2020
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    Economia
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    O crescimento econômico positivo em meio a guerra comercial com a China, bem como a esmagadora participação do dólar do comércio internacional, indica que a moeda norte-americana continuará ganhando impulso em 2020, alimentando as expectativas dos especialistas.

    Parece que as taxas de câmbio não indicam necessariamente que uma economia é poderosa ou não, mas sim a quantidade de uma moeda em particular que está sendo procurada.

    O exemplo mais destacado disso é o euro, que, desde sua introdução em 1999, tem sido negociado formalmente muito melhor do que seu rival icónico, o dólar norte-americano.

    Entretanto, no ano passado o euro caiu em relação ao dólar em 3%, de acordo com o exchangerates.org, o que mostra que as coisas podem mudar com o tempo.

    Domínio comercial do dólar

    Especialistas financeiros alertam que a moeda europeia enfrentará um declínio de 5% nos próximos meses devido a um certo desequilíbrio entre as economias europeias fortes e fracas.

    Além disso, segundo o sistema de pagamentos SWIFT, o euro representa atualmente no comércio mundial 35% das transações, enquanto 40% das transações são realizadas com o dólar.

    Embora o dólar americano tenha sido geralmente fraco ao longo do ano, o índice do dólar em relação a todas as outras moedas subiu, mostrando um máximo dos últimos dois anos em meio à intensificação das negociações no âmbito do acordo comercial dos EUA com a China, informou Kitco.

    Estabilidade do dólar fora dos EUA

    O ano de 2019 foi um ano tranquilo para o euro, que deixou de lado sua reputação de reflexo volátil das constantes dificuldades políticas da Europa, seja o debate sobre o Brexit ou os protestos de "coletes amarelos".

    Apesar de 2019 ter sido um tempo duvidoso para o crescimento europeu, a moeda da União Europeia teve sua gama de comércio anual mais estreita em relação ao dólar desde a sua criação em 1999, segundo escreveu The Wall Street Journal.

    Muitos analistas esperam que o dólar continue avançando no mercado devido à expectativa do acordo comercial China–EUA, o que abriria caminho para liderança dos Estados Unidos na atividade econômica no mundo ocidental, apesar do fato de o dólar ter terminado o ano com um mínimo de cinco meses.

    "Espera-se que os EUA tenham um forte crescimento, enquanto o resto do mundo se encontra em dificuldades", disse Win Thin, chefe de estratégia monetária da Brown Brothers Harriman. "Eu ainda gosto da história do dólar americano em 2020", disse.

    No entanto, as condições geopolíticas instáveis e a falta de crescimento global impedem a estabilidade do dólar.

    "[...] Acreditamos que o destino do dólar está na evolução do mundo exterior, não dentro dos Estados Unidos", disseram analistas da TD Securities.

    "A estabilização do crescimento global, a redução da incerteza e das tensões geopolíticas, tal como a diminuição da flexibilização dos bancos centrais mundiais começariam a funcionar contra o dólar", acrescentaram.

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    Tags:
    EUA, China, União Europeia, Dólar, euro
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