16:50 24 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Economia
    URL curta
    5381
    Nos siga no

    O banco norte-americano Goldman Sachs projetou uma alta no preço do ouro para o ano que vem, reflexo da alta demanda por parte dos bancos centrais, empenhados em diminuir o uso do dólar.

    O preço do ouro deve disparar para US$ 1.600 (cerca de R$ 6.632) a onça no ano que vem, segundo estimativa publicada pelo banco norte-americano Goldman Sachs. A alta é reflexo do aumento da demanda dos bancos centrais pelo metal precioso.

    "A desdolarização nos bancos centrais e sua demanda por ouro é a maior desde a era Nixon, consumindo 20% do estoque mundial", disse o diretor de pesquisas de commodities do banco, Jeff Currie.

    Durante a administração Nixon, os EUA abandonaram o lastro em ouro do dólar, no maior golpe às finanças internacionais desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

    "Vou preferir o ouro aos ativos, porque os ativos não refletem a essa [tendência de] desdolarização", concluiu Currie, conforme reportou a Bloomberg.

    Goldman Sachs
    © AP Photo / Richard Drew
    Goldman Sachs

    Notando que o aumento da demanda por ouro é gerado pela insegurança dos mercados, o analista sugere que investidores diversifiquem suas cestas de investimentos de longo prazo para incluir o ouro.

    "Quanto mais longo o prazo, maior a probabilidade dos EUA entrarem em recessão", notou o analista do banco Mikhail Sprogis ao portal especializado Kitco News.

    Sprogis disse que a demanda dos bancos centrais por ouro é liderada, sobretudo, por China, Rússia e Turquia, além de outros países como a Polônia que, segundo ele, comprou 100 toneladas do metal somente neste ano.

    De acordo com estatísticas, fundos de hedge e outros grandes especuladores aumentaram suas apostas de alta no metal precioso em 8,9% na semana encerrada em 3 de dezembro. Esse é o maior ganho registrado desde o final de setembro.

    Mais:

    Como Rússia pode se beneficiar do 'boom' do preço do paládio?
    Desdolarização da economia russa apresenta resultados positivos, segundo mídia francesa
    Tags:
    Wall Street, Goldman Sachs, Banco Central, ouro, desdolarização
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar