14:52 20 Novembro 2019
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    Representação da moeda virtual do Facebook, a criptomoeda libra.

    Criptomoeda do Facebook não pode ser aceita na Europa, diz França

    © REUTERS / Dado Ruvic
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    A criptomoeda Libra, do Facebook, não pode operar na Europa enquanto persistem preocupações sobre soberania, riscos financeiros e abusos por parte de um participante dominante no mercado, disse o ministro das Finanças da França.

    A maior rede de mídia social do mundo anunciou em junho seu plano de lançar sua própria criptomoeda, mas a Libra foi criticada por reguladores de todo o mundo que temem uma desestabilização do sistema financeiro global.

    O ministro Bruno Le Maire não explicou como a França poderia manter a moeda do Facebook fora dos 28 membros da União Europeia.

    Ele também disse que esteve em contato com o Banco Central Europeu sobre a criação de uma "moeda digital pública" sob a égide das instituições financeiras internacionais.

    Falando sobre o projeto Libra em uma reunião da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris nesta quinta-feira (12), Le Maire disse: "Esta eventual privatização de dinheiro contém riscos de abuso de posição dominante, riscos à soberania e riscos para consumidores e empresas."

    Dante Disparte, chefe de políticas e comunicações da Associação Libra, disse que saudou o escrutínio e que estava comprometido em trabalhar com as autoridades reguladoras.

    "Os comentários de hoje do ministro da Economia e Finanças da França enfatizam ainda mais a importância de nosso trabalho contínuo com órgãos reguladores e liderança em todo o mundo", afirmou ele em comunicado.

    Os comentários de Le Maire são os mais recentes de uma série de críticas contra o projeto de formuladores de políticas e reguladores, dos Estados Unidos até a Europa. 

    O G7 alertou em julho que não deixaria a Libra prosseguir até que todas as preocupações regulatórias fossem resolvidas, dizendo que uma discussão prolongada sobre o projeto pode ser necessária.

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    Tags:
    G7, OCDE, União Europeia, Facebook
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