00:39 22 Setembro 2019
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    Notas de real no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro (arquivo)

    Economista: mercado está cauteloso, mas não pessimista

    © REUTERS/ Pilar Olivares / Foto de Arquivo
    Economia
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    Após um trimestre de retração e outro de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, a economia brasileira convive com um cenário externo desfavorável e com alguns sinais de melhora no ambiente interno.

    A avaliação é da professora da Faculdade de Economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) Nadja Heiderich. Ela ressalta que apesar dos indicadores econômicos da indústria e do comércio estarem "aquém do esperado", existem "alguns outros sinais" de melhora na economia no segundo semestre — como o aumento da previsão do Banco Central para o PIB deste ano e a inflação sobre controle.

    O boletim Focus desta semana aumentou a previsão do PIB de 2019 de 0,8% para 0,87%.

    O Itaú Unibanco, contudo, não está tão otimista e prevê uma retração de 0,2% do PIB no trimestre entre julho e setembro.

    No primeiro trimestre de 2019, o PIB recuou 0,2% na comparação com os três meses anteriores. Já no segundo trimestre, o PIB avançou 0,4% na comparação com os três meses anteriores.

    Heiderich acredita que a liberação dos saques do FGTS ajudará a injetar dinheiro na economia e a aprovação da reforma da Previdência na Comissão Constituição e Justiça do Senado transmite um bom sinal. "O mercado está bastante cauteloso, mas não acredito que seja pessimismo", diz a coordenadora do Núcleo de Estudos em Conjuntura Econômica da FECAP.

    No cenário internacional, o mapa é turbulento e prejudica a captação de recursos, avalia a economista. 

    "Temos um cenário externo bastante instável, problemas com a Argentina aqui ao nosso lado. Então estamos tendo problemas com a captação de investimento estrangeiro , temos ainda um processo das reformas sendo concretizado, então ainda estamos no meio do processo. A partir do momento que tivemos concluído essa etapa, acredito que haverá captação de investimentos, o problema é, creio eu, o ambiente de incertezas que estamos vivendo", diz Heiderich à Sputnik Brasil. 

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