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    Nova crise à vista? 2 fatores que poderiam causar choque financeiro global

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    Economia
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    O alto endividamento das empresas chinesas e os problemas nos países desenvolvidos representam uma ameaça para a estabilidade global, informou a agência de classificação de riscos S&P.

    Segundo o novo relatório da S&P, os principais riscos de um choque financeiro global se concentram no setor empresarial. As corporações chinesas são as empresas mais expostas a esse risco. Desde 2008, sua dívida aumentou de 93% para 155% do PIB chinês, constituindo 20 trilhões de dólares. Ao mesmo tempo, a dívida pública chinesa é bastante baixa e representava apenas 48% do PIB em 2018.

    Entretanto, o fato de a maioria dessa dívida ser formada dentro do país, sem grande participação de investidores estrangeiros, torna a situação menos perigosa para a economia global, sublinham os analistas.

    Um outro risco importante são os problemas econômicos nos países desenvolvidos com dívida pública bastante grande. Por exemplo, a dívida pública do Japão representa 213% do PIB, enquanto a França, Reino Unido e Itália têm uma dívida pública de 112%, 110% e 144% do PIB respectivamente. 

    Entre outros riscos para a economia global, a S&P destaca o Brexit sem acordo com a UE, que poderia afetar a economia britânica, causando a queda do PIB, o colapso dos preços imobiliários e o aumento da inflação. Problemas econômicos em um dos mais importantes centros financeiros globais podem levar a graves consequências para mercado financeiro global, avisam os analistas.

    Felizmente, os especialistas da S&P afirmam que a próxima crise não será tão grave como a crise financeira global dos anos 2008-2009, embora o aumento da dívida global, que cresceu de 208% para 234% do PIB global, cause preocupações. Para além disso, os países desenvolvidos e as corporações chinesas têm um nível de dívida superior a este valor médio.

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    Tags:
    dívidas, crise, França, Reino Unido, Europa, China
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