16:19 12 Novembro 2018
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    Um homem remove a bandeira iraniana do palco depois de uma foto de grupo com ministros das Relações Exteriores e representantes dos Estados Unidos, Irã, China, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha, França e União Europeia durante as conversações nucleares do Irã no Centro Internacional de Viena em Viena , Áustria (arquivo)

    Irã: EUA não têm mais capacidade de colocar países sob pressão

    © AP Photo / Carlos Barria
    Economia
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    As observações do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Qassemi, vieram ante às iminentes sanções dos EUA ao setor petrolífero do país, marcadas para entrar em vigor em 4 de novembro.

    Washington tomou várias medidas contra Teerã, investindo fundos para pressionar bancos, empresas e instituições internacionais na tentativa de impedi-los de fazer negócios com a República Islâmica, disse Qassemi na sexta-feira (2) à IRIB.

    "Não há razão para qualquer preocupação. Devemos esperar e ver que os EUA não serão capazes de realizar qualquer medida contra a grande e corajosa nação iraniana", adicionando que aparentemente "os EUA não têm mais capacidade de colocar os países e as empresas globais sob pressão".

    As sanções de Washington contra o país iraniano tiveram como função cobrir os revezes do país no setor econômico, ressalta o porta-voz. Apesar disso, Teerã é capaz de lidar com seus assuntos econômicos e inclusive já elaborou um plano para combater as demandas dos EUA em diferentes setores.

    A nova rodada de sanções dos EUA ao setor petrolífero do Irã deve entrar em vigor em 4 de novembro, pouco meses após a saída americana do acordo nuclear estabelecido entre Teerã e o grupo do P5+1, formado pelos Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha.

    Com a finalidade de preservar o acordo internacional e encontrar uma forma de contornar as sanções norte-americanas, o Irã se envolveu ainda mais em negociações com outros signatários do tratado.

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    Tags:
    sanções econômicas, setor energético, pressão, acordo nuclear, petróleo, economia, Bahram Qassemi, Irã, EUA
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