04:41 18 Novembro 2018
Ouvir Rádio
    Bolsa de Valores de Pequim

    Tensão se agrava? Сhina e EUA podem estar à beira de uma guerra financeira

    © AP Photo / Ng Han Guan
    Economia
    URL curta
    14202

    A guerra comercial entre Washington e Pequim pode levar a uma guerra financeira se as autoridades chinesas começarem a vender títulos do Tesouro dos EUA, disse Laurence Fink, o presidente e CEO da BlackRock, a maior empresa de gestão de ativos do mundo.

    Fink espera que esse cenário não se torne realidade, mas não descarta a sua possibilidade, disse ele durante uma entrevista ao canal CNBC.

    Entre as razões que podem fazer com que a China comece a livrar-se dos títulos do Tesouro dos EUA estão o possível declínio dos índices macroeconômicos chineses, a necessidade de atrair seus próprios fundos para apoiar a economia ou como medida de proteção das autoridades chinesas no caso de agravamento das tensões com os EUA.

    "Acredito que ambos os países podem causar sérios danos um ao outro. Espero que isso não vá tão longe […]. A última coisa que alguém quer é uma guerra financeira. Ambos os países seriam prejudicados por uma guerra financeira. Uma guerra financeira significa a venda dos títulos do Tesouro dos EUA [pelos chineses]", explicou o financista.

    Fink sublinhou que uma venda massiva dos títulos de dívida pública dos EUA pela China provocaria um aumento significativo da taxa de câmbio do yuan e, como consequência, as exportações chinesas ficariam mais caras e menos competitivas no mercado internacional.

    Segundo os dados do Tesouro dos EUA, a China continua sendo o maior detentor de títulos do Tesouro dos EUA, com mais de 1,16 trilhão de dólares (R$ 4,3 trilhões) em agosto, o que equivale a menos 1% em relação ao mês anterior.

    Mais:

    Rússia impulsiona comércio em rublos e yuans com China para substituir dólar
    Chanceler russo: EUA utilizam o dólar como forma de punição dos países
    Tags:
    relações bilaterais, finanças, Tesouro Nacional, China, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik