03:09 23 Setembro 2018
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    Analista revela razão mais intrigante da queda do dólar

    © Sputnik / Natalia Seliverstova
    Economia
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    Nas últimas duas semanas, o dólar perdeu 2,2% de seu valor. A atitude dos investidores perante o dólar continua mudando lentamente, mas irremediavelmente, informou a agência Bloomberg.

    A agência cita James McCormick, estrategista da empresa financeira Natwest Markets, que determinou seis razões principais da recente queda do dólar. Dentre elas, estão as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, a dura política monetária da Reserva Federal (banco central dos EUA) e as tentativas da China de impedir o enfraquecimento do yuan. 

    Entretanto, para a edição, a razão mais intrigante da queda da divisa norte-americana é o fato de que o crescimento econômico dos EUA alcançou seu ponto máximo e, a partir de agora, apenas abrandará. 

    Embora McCormick tenha sublinhado no seu relatório que a economia estadunidense continua de boa saúde, um número cada vez maior de estrategistas sublinha que os dados econômicos não correspondem às previsões. 

    Entre os que acreditam que o dólar já alcançou seu ponto máximo e cairá por isso estão os analistas do Deutsche Bank AG e do Goldman Sachs Group Inc. 

    Em 29 de agosto, o Departamento de Comércio dos EUA publicou novos dados sobre o crescimento do PIB do país no segundo trimestre. De acordo com o relatório, o PIB dos EUA aumentou 4,2% entre abril e junho. A economia norte-americana continua crescendo ao ritmo mais rápido dos últimos anos.

    Entretanto, os EUA não correspondem às expectativas elevadas dos participantes do mercado, enquanto o crescimento de outras economias supera o previsto. Por exemplo, o chamado Índice de Surpresa Econômica dos EUA, que é calculado pelo banco Citigroup e indica o nível de congruência das previsões, caiu para seu valor mínimo em cerca de um ano. O índice passou para território negativo, o que significa que os indicadores econômicos dos EUA começaram a divergir das expectativas do mercado.

    Como resultado, mesmo para os dados econômicos sólidos será agora mais difícil aumentar as cotações dos ativos norte-americanos, sejam dólares ou ações.

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    Tags:
    taxa de câmbio, dólar, PIB, finanças, EUA
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