04:00 22 Setembro 2018
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    Vista à beira-mar de navios nas águas da cidade portuária de Wonsan, Coreia do Norte, em 23 de maio de 2018

    EUA inventam motivo para sancionar empresa russa

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    Economia
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    O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções contra a empresa russa Profinet. Desta vez por causa da Coreia do Norte, também sancionada pelos Estados Unidos. Parece que o país norte-americano já confundiu onde está a razão e onde está a consequência.

    Desta vez, o Departamento de Justiça dos EUA colocou a empresa russa Profinet e seu diretor-geral Vasily Kolchanov, na "lista negra", sancionados por causa da Coreia do Norte.

    O departamento americano acusou a empresa russa, que opera nos portos do Extremo Oriente, de fornecer serviços portuários a navios norte-coreanos. Entre eles, há dois navios-petroleiros, e comercializar combustível com a Coreia do Norte é proibido pelos EUA.

    A propósito, não há nenhuma evidência. O diretor-geral da empresa chamou as ações do Departamento de Justiça dos EUA de "lavagem de roupa suja". Ele explicou que os petroleiros já estavam no porto em julho de 2017. E os EUA impuseram sanções à Coreia do Norte em setembro.

    Além disso, a Profinet é uma agência marítima, ou seja, ela está envolvida no registro de documentos fronteiriços e aduaneiros, ajudando na contratação de tripulação, fornecendo serviços para a entrada no porto e despache. Mas não lida com a compra ou venda de carga.

    Mas esses argumentos dificilmente serão ouvidos nos Estados Unidos. Eles geralmente seguem a lógica de "impor sanções contra todos indiscriminadamente".

    Esta política já foi cultivada e como resultado, várias restrições estão crescendo como uma bola de neve, com cada vez mais "listas negras" e novas contenções.

    Mas Washington está se isolando, afinal, a cada nova rodada de sanções, seu efeito é reduzido significativamente. Caso continuem assim, metade do mundo logo estará sancionada.

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    Tags:
    navio, petroleiros, portos, lista negra, motivos, sanções, russa, empresa, Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Extremo Oriente, Coreia do Norte, Rússia, EUA
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