15:11 16 Julho 2018
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    Nova 'bomba-relógio' ameaça a Índia

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    O preço do petróleo de 70 dólares (R$ 224) por barril é mais uma grande preocupação para a Índia e uma grande oportunidade para a Arábia Saudita.

    A Índia preferia preços de cerca de 50 dólares por barril para gerir melhor as suas finanças, declarou o ministro indiano do Petróleo e Gás Natural, Dharmendra Pradhan.

    "Somos um consumidor muito sensível aos preços. Do ponto de vista dos consumidores indianos, eu ficaria mais feliz se o preço fosse de 50 dólares por barril", disse Pradhan, citado pela agência Bloomberg.

    A Arábia Saudita, por sua vez, sendo o maior exportador mundial de petróleo, está tentando manter o mercado indiano, mas necessita que os preços do combustível cresçam até 80 dólares (R$ 256).

    De momento, Riad planeja cooperar com Nova Deli em um projeto de refinação de 30 bilhões de dólares (R$ 96 bilhões).

    O presidente da empresa petrolífera estatal Saudi Aramco, Amin Nasser, assinou um memorando de entendimento com a Ratnagiri Refinery & Petrochemicals, um consórcio indiano formado pelas refinarias estatais Indian Oil Corporation, Hindustan Petroleum Corporation e Bharat Petroleum Corporation.

    A Índia, que importa cerca de 80% do petróleo que consome, em sua maioria proveniente da Arábia Saudita, está diversificando suas fontes de fornecimento e está buscando condições mais favoráveis entre os produtores no Oriente Médio.

    Para a Saudi Aramco, a cooperação com a Índia faz parte de sua estratégia para assegurar a participação no mercado asiático através de investimentos em refinarias, porque esta região está impulsionando o crescimento da demanda mundial por petróleo.

    Nos últimos anos, Riad investiu bilhões de dólares em projetos na Malásia e Indonésia, bem como em uma nova usina de refinação e de petroquímica na China.

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    Tags:
    petróleo, Saudi Aramco, Arábia Saudita, Índia
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